sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016 09:08h Pollyanna Martins

Viasolo apresenta projeto de aterro sanitário em audiência pública

A empresa se manifestou sobre a instalação do aterro sanitário na comunidade do Quilombo, após permanecer um período em silêncio

A empresa responsável pela coleta de lixo em Divinópolis, Viasolo, quebrou o silêncio ontem (21), e falou sobre a instalação de um aterro sanitário na comunidade rural do Quilombo. A empresa, que faz parte do grupo Solví, comprou um terreno na comunidade rural e já está em andamento com o processo de licenciamento para a instalação do aterro. A proposta gerou muita revolta aos moradores da região, que chegaram a realizar uma manifestação no dia 8 de janeiro, contra a construção do aterro para a comunidade.

 


Os moradores alegam que foram pegos de surpresa, pois a empresa adquiriu o terreno em 2013 e, desde então, iniciou o processo de licenciamento para instalar o aterro sanitário, mas só ficaram sabendo do projeto em novembro do ano passado. De acordo com o diretor comercial, Alan Espíndola, a escolha do terreno foi feita a partir de técnicas de engenharia, que apontaram o local apropriado para a instalação do terreno. “Foi levada em conta a área em que o desmatamento seria menor, a declividade do terreno e vários outros aspectos, após a identificação da área mais adequada, a empresa iniciou os estudos ambientais. Nada foi feito na área, até que se tenham as autorizações do órgão estadual”, explica.

 


O diretor afirmou ainda que, apesar de a população alegar que não foi informada sobre o processo, a empresa informou aos moradores sobre a possível construção do aterro na região. Segundo Alan, a realização da audiência pública somente este ano foi por causa da análise do projeto do aterro por parte dos órgãos estaduais. O diretor argumenta que não seria possível a realização da audiência sem um projeto analisado pelos órgãos ambientais. “Não tem nada sigiloso. A gente não chega à porta de todos e falamos ‘olha, nós vamos fazer isso’, mas houve uma publicação nos jornais locais em 2013. Agora, uma vez analisado o projeto pelo órgão ambiental, sanadas todas as dúvidas, passados quase três anos se discutindo a viabilidade ambiental, a gente convocou a audiência pública para se discutir isso”, afirma.

 


INVESTIMENTOS
De acordo com o presidente do grupo Solví, Eleusis Bruder Di Creddo, o projeto terá um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e irá gerar de 15 a 20 empregos diretos. Caso seja instalado, o aterro poderá receber até 120 toneladas de lixo por dia, e terá 18 anos de vida útil. Ainda conforme o presidente do grupo, a empresa destinará 0,05% da receita total em ações de responsabilidade social. “A receita em nível local, e até regional. Eu gostaria de discutir com a população quais são as carências, de modo que a empresa possa atendê-las. Foi feito um questionário com a população e nós já sabemos quais são as carências, e a saúde é uma carência de região”, informa.

 


Caso a licença de construção do aterro seja liberada, o empreendimento ficará pronto de seis meses a um ano. De acordo com o engenheiro responsável pelo projeto, Marcelo Batista Monteiro, tudo dependerá da época em que for liberada. “Por exemplo, se a licença for liberada em novembro ou dezembro, a gente não faz muita coisa em tempo de chuva, aí só deve começar a obra efetiva em fevereiro ou março. Vai variar entre seis meses a um ano. Não vai ser tudo construído de uma vez só”, explica.

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