quarta-feira, 8 de Junho de 2016 13:11h Atualizado em 8 de Junho de 2016 às 15:53h. Jotha Lee

Vice-prefeito diz que Divinópolis precisa de R$ 600 milhões para pavimentar todas as ruas

Pré-candidato pelo PSD, Rodrigo Resende afirma que próximo prefeito precisa ser um técnico

POR JOTHA LEE

jotalee@gazetaoeste.com.br

 

O vice-prefeito Rodrigo Resende, pré-candidato a prefeito pelo PSD, já vem desde o ano passado trabalhando sua candidatura e mesmo diante das incertezas do quadro político atual, ele garante que vai disputar a sucessão de Vladimir Azevedo (PSDB). Resende, que por dois anos ocupou a Superintendência Usina de Projetos, que cuida da infraestrutura urbana, diz que conhece os problemas da cidade. Segundo ele, hoje esse é um dos principais problemas que Divinópolis enfrenta.

Para Rodrigo Resende, os loteamentos aprovados no passado, se transformaram em um grande passivo social. “Há 30 anos, foram aprovados 200 loteamentos em Divinópolis e o que era um passivo urbano, se transformou num passivo social. Hoje esses bairros estão repleto de moradores e o município não consegue chegar até eles com infraestrutura, principalmente pavimentação. Nesses três anos e meio [como vice-prefeito] fiz questão de empenhar para que a prefeitura leiloasse alguns imóveis e esses recursos foram utilizados em pavimentação, em parceria com a comunidade e conseguimos fazer mais de 400 quarteirões”, garante.

 

 

 

De acordo com o vice-prefeito, a solução definitiva para o problema de pavimentação não virá em curto prazo, pois o município não tem condições financeiras para uma solução imediata. “Se você pegar o passivo de Divinópolis hoje em infraestrutura urbana, nós vamos gastar mais de R$ 600 milhões para colocar a cidade em ordem e com todas as ruas pavimentadas”, afirma.

Rodrigo Resende disse ainda que negociar imóveis da prefeitura é uma solução para levantar recursos a serem aplicados em infraestrutura. “Eu não acho justo que o município tenha um patrimônio muito grande de lotes que ficam ociosos, sem limpeza, sem passeio, gerando problemas para a comunidade, e a população ficar com sua rua sem calçamento. Então nós optamos em vender alguns imóveis do município e retornar isso à população através de benfeitorias e qualidade de vida. Isso é uma parte do que fizemos até agora e vamos continuar esse trabalho”, assegura.

 

 

 

CANDIDATURA

Sobre sua pré-candidatura a prefeito, Rodrigo Resende diz que está tratando esse assunto da maneira mais tranquila possível. “Eu tenho tratado esse assunto com muita tranquilidade. Sou vice-prefeito, hoje conheço a máquina do município, sei como ela funciona, conheço todos os problemas que Divinópolis tem, todas as nossas dificuldades e eu, como vice-prefeito, não sou o detentor da caneta. O prefeito é o detentor da caneta”, justifica. “[o prefeito] Acertou muito. Erramos. Muitas vezes eu errei dando palpites, outras vezes teria acertado seguindo minha orientação, mas infelizmente a decisão é do prefeito e eu tenho que me conscientizar disso. Quem tem o poder de decisão é o prefeito”, acrescenta.

Rodrigo Resende disse ainda que buscou a harmonia nesse período de governo, motivo pelo qual evitou conflitar com as decisões do prefeito, mesmo discordando de algumas delas. “Numa administração, numa cidade com tantos problemas como tem Divinópolis, se nós não unirmos forças, se você começa a dividir dentro de sua própria casa, você acaba prejudicando o próprio município”, analisa.

 

 

 

O vice-prefeito afirma que se preparou para ser prefeito de Divinópolis. “Estou preparado para ser prefeito de Divinópolis. Não faço isso a minha missão de vida. Não vou ser candidato, por ser candidato, porque quero ser prefeito. Coloco-me no rol das pessoas preparadas para ocupar a cadeira de prefeito, mas, como disse, não coloco isso como minha missão de vida. Nasci e me criei em Divinópolis e aqui criei a minha família. Então quero deixar Divinópolis para os meus filhos e futuramente para os meus netos em um estado melhor do que eu encontrei. Essa pretensão eu tenho, de ser prefeito de Divinópolis e deixar a cidade melhor para as futuras gerações”, afirma.

Para Rodrigo Resende, o próximo prefeito terá que tomar medidas duras para conseguir administrar a cidade. “O próximo prefeito precisa ser um técnico, que é o meu perfil. O próximo prefeito tem que ser muito mais técnico do que político. Vamos ter que tomar medidas de austeridade e eu estou disposto a fazer isso. Hoje sei como a máquina funciona e sei que essas medias precisam ser tomadas. E eu sei quais são essas medidas”, finaliza.

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