quinta-feira, 5 de Março de 2015 13:37h

Vladimir defende gasoduto para gerar desenvolvimento e minimizar crise energética

O Prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, participou na manhã desta quarta-feira (04/03), em Belo Horizonte, do lançamento e confirmação do apoio da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) ao Projeto Novo Gás Oeste

Vladimir e o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, lideram uma frente para articular a rota mineira do gasoduto beneficiando 27 municípios de Minas Gerais, incluindo Divinópolis. Além do desenvolvimento para região, Vladimir acredita que o gás natural contribuirá para minimizar os efeitos da crise energética e hídrica.

A Fiemg manifestou oficialmente para, aproximadamente, 40 prefeitos e imprensa o desejo da rota de gás natural saindo de Queluzito na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) passando pelo Centro-Oeste, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro.

Desde o ano passado, Vladimir Azevedo, articula com Paulo Piau, a frente de prefeitos para implantação dos dutos na região e destacou o apoio essencial da Fiemg.

“Nós articulamos e somamos com a Fiemg entendendo que Minas merece esse novo ciclo, não podemos perder essa oportunidade, desse investimento de R$ 2 bilhões que vai gerar tantos empregos já nas obras. O gasoduto vai significar um avanço para o setor metalúrgico de Divinópolis, para o setor têxtil, para o setor ceramista de tantas regiões de Minas. É uma matriz energética segura, mais barata e mais limpa ambientalmente. Então nós estamos muito empenhados neste encontro para garantir esse investimento em um curto espaço de tempo para as empresas mineiras”, destacou Vladimir Azevedo.

O prefeito de Divinópolis lembrou que a energia convencional está cara e a crise hídrica está cada vez mais evidente.

“Estamos com a crise hídrica que reflete em crise energética. A energia fica mais cara a partir desse mês e com nova revisão prevista para abril, coloca ainda mais na ordem do dia em termo de urgência e emergência a pauta do gasoduto”, afirmou.

O prefeito de Uberaba demonstrou confiança na instalação do gasoduto. “Estamos confiando que o gasoduto vai sair do papel porque nos temos uma planta de amônia da Petrobras sendo construída já com 800 trabalhadores da obra, portanto, um projeto que não tem volta. O Brasil precisa de fertilizantes, estamos importando 65% do fertilizante que consumimos, então produzir nesse caso amônia uréia é fundamental. O gasoduto com apoio da Fiemg, que vai fazer o estudo de toda economia para o trajeto, estimula o governo do Estado a tomar decisões corretas”, ressaltou.

O presidente regional da Fiemg, Afonso Gonzaga, considera o gasoduto como um dos maiores investimos das últimas três décadas.

“O projeto é o mais importante dos últimos 30 anos, nós estamos recebendo uma terceira fonte energética, proporcionando Divinópolis e mais 29 cidades estarem na vitrine do desenvolvimento, proporcionando a indústria um melhor opção em termo de produção. Em termos de investimento o gás natural com certeza vai nos proporcionar uma redução de custos de cerca de 70%”, disse.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, destacou que os municípios precisam trabalhar e conseguir o apoio dos mineiros.
“O gasoduto é uma grande oportunidade e nós temos que batalhar, temos que colocar a população mineira favorável a isso antes que alguém arranje um outro caminho”, ressaltou.

Projeto
O projeto, denominado de “Novo Gás Oeste”, tem investimentos próximos dos R$ 4 bilhões e beneficiará municípios do Centro-Oeste, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro. Seriam 450 km de gasoduto de distribuição e investimentos de R$ 3,8 bilhões, sendo que R$ 1,8 bilhão nos dutos e R$ 2 bilhões por parte da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados em Uberaba.

A obra geraria 3,7 mil empregos, beneficiado 55 municípios indiretamente com uma população estimada em 2,3 milhões de habitantes. De acordo com as projeções, as regiões beneficiadas têm um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 106 bilhões, representando 25% das riquezas de Minas Gerais. 

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