segunda-feira, 18 de Novembro de 2013 06:31h

Alessandro dedica gol a Fábio Júnior

"Acima de tudo, ele é um cara excepcional”

Alessandro foi discreto na comemoração de seu gol

O atacante Alessandro foi recordista de gols na Série B de 2007 quando fez 25 gols pelo Ipatinga. No América, depois de um bom começo, sofreu uma séria lesão no joelho e ficou cerca de sete meses afastado dos gramados e ainda luta para recuperar a velha forma de artilheiro.

Na goleada de 3 a 0 sobre o Atlético-GO, sábado, na Arena Independência, Alessandro deixou a sua marca e fez uma comemoração bem discreta para quem estava há algumas rodadas sem balançar as redes. E surpreendeu ainda mais ao dedicar a outro companheiro, o atacante Fábio Júnior, o terceiro gol americano.

Depois do jogo, em entrevista coletiva, ele explicou seus motivos.

“Toquei a bola e olhei para o bandeirinha e ele não marcou impedimento. Não comemorei porque a gente batalha muito e, às vezes, o resultado não aparece. A gente tinha um objeto muito grande, que era o acesso. E agora estamos vendo o acesso longe. O grupo tinha uma esperança muito grande de jogar essas últimas partidas com chances maiores e não conseguimos isso. Mas temos que manter a esperança e continuar fazendo o nosso trabalho, porque somos profissionais”.

Sobre Fábio Júnior, Alessandro se solidariza com o companheiro, justamente por entender o momento difícil que ele atravessa, por ainda não ter marcado na competição.

Fábio Júnior chegou ao América em 2010 e foi decisivo na campanha de acesso do clube ao marcar 19 gols e terminar a temporada como vive-artilheiro. 

Alessandro reconhece também o profissionalismo de Fábio Júnior e ressalta seu caráter de líder nato:

 

“O Fábio é um cara que não conhecia pessoalmente e quando cheguei aqui, em 2011, vi que era um profissional acima de tudo. Ele vive todo o dia ali, jogando ou não, profissionalmente ele é o mesmo cara. Todo mundo sabe que o Fábio está batalhando, não conseguiu marcar ainda neste campeonato. Mas todos sabemos da vontade e da importância dele para o grupo. E, acima de tudo, ele é um cara excepcional”.

ABRAÇO

Alessandro explicou, inclusive, que sua vontade era dar um abraço no companheiro. O que acabou não acontecendo pela euforia dos jogadores e comissão técnica na comemoração do terceiro gol no banco:

“Estava com isso na cabeça. Até queria fazer mais um gol e dar um abraço nele. Mas o pessoal tumultuou o banco (risos). Foi uma homenagem devido a essas situações que não só ele vive. O Marcão viveu isso há algum tempo e eu também fazia alguns jogos que não marcava”.

REFLEXÃO

Alessandro disse que os três atacantes sempre conversavam sobre a carência de gols. Porém, eles sabiam que só mesmo com trabalho iriam resolver o problema.

“Eu conversa mais com o Fábio. A gente discutia algumas situações de jogo. O Silas às vezes optava por jogar com um atacante só, então a gente encontra certa dificuldade. Nos jogos que joguei não consegui fazer gols. A gente corre pro lado, corre pro outro e não tem situação de fazer. O torcedor não entende, a gente fica triste, porque quer dar alegria ao torcedor. Mas sabíamos que só com trabalho iríamos mudar, e treinamos muito finalização, porque nunca desanimamos. Somos profissionais, temos que trabalhar e respeitar as decisões do treinador. Agora sentimos que esta bastante distante, mas temos esperança e vamos fazer a nossa parte”.

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