quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014 05:46h

Alexandre Kalil deixa a presidência e solta o verbo

Alexandre Kalil deixou a presidência do Atlético, mas o Atlético não saiu do ex-presidente, responsável pelas conquistas mais importantes do clube

Na noite desta segunda-feira, durante participação no programa Fox Sports Rádio, da TV por assinatura Fox Sports, o ex-mandatário alvinegro falou de assuntos polêmicos de sua gestão.
Saída de Ronaldinho Gaúcho, afastamento de Jô, André e Emerson Conceição, Mundial de Clubes, tentativas de contratar Adriano Imperador e o técnico Tite foram alguns temas abordados na entrevista com Kalil. “Foi balada. Quando era presidente, tive uma conversa com os jogadores. Eu disse para o Jô: 'Eu não vou resolver seu problema agora, você tem um problema para você’. Ele voltou e disse que resolveu. Ele está vivo para não me deixar mentir. Eu perguntei se era isso que ele queria, e ele disse que sim. Então eu falei: 'Não me faça de moleque, não me faça passar carão.' Foi isso que aconteceu”, disse Kalil à Fox Sports.

Levir x Ronaldinho Gaúcho
“Eu fiquei amigo da minha ex-mulher. Não tem jeito de separar o Ronaldo do Atlético mais. Eu não fui atrás dele para ele ir embora. O treinador (Levir Culpi) gosta de número, com toda razão, um raciocínio incontestável que ele trouxe do Japão. Cadê o número? Não tem número, vai tirando, ele com raiva. Eu fiquei quieto e sabia que iria cair no meu colo. Foi de uma maneira bacana e limpa. Ele querendo ir, o Levir querendo que ele fosse. A torcida não queria que ele fosse machucado. Foi muito legal a passagem do Ronaldo pelo Atlético.”

Saída de Cuca e tentativa de contratar Tite
“O Atlético errou na hora que o Cuca inventou de ir para a China. O salário dele era uma coisa de outro mundo. Jogadores xingaram, perdeu o respeito. Falo isso porque é meu amigo e gosto muito dele”. “O Tite foi tentado logo que o Cuca saiu. Ele estava na Europa, fazendo reciclagem. Conversei com ele e tentei contratá-lo. Agora não tem mais segredo.”

Imperador
“Seis meses antes fiz a mesma coisa com o Adriano Imperador. Agora não tem mais segredos. Ofereci a mesma coisa que tive com o Ronaldinho, mas ele nem me respondeu. Fui a um condomínio dele na Barra da Tijuca, no Rio. Quem me levou foi o Guilherme, centroavante que jogou no Atlético. Ele em forma é centroavante de qualquer time do mundo”, avaliou.

Caso Anelka
"Se eu não tivesse sentado com o irmão do Anelka e o cara ter assinado papel na minha frente eu não falaria nada. O Robson [empresário que intermediou a negociação] me ligou e conversamos. O Anelka estava em um país da África e depois disse que não tinha nada com o irmão. Então eu disse: 'Estou doido'. Sou um cara de boa fé. Agora, se o cara me diz que o Thierry Henry quer vir, eu peço que ele venha pessoalmente. Com empresário que eu não conheço é assim.”

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