terça-feira, 8 de Maio de 2012 11:54h Luciano Eurides

América se mostra vivo e campeonato ainda não acabou

América e Atlético empataram em 1 a 1 o primeiro clássico final do Campeonato Mineiro. O empate foi justo e os dois times reclamaram do árbitro Francisco Carlos do Nascimento.O Atlético manteve a vantagem na decisão. André abriu o placar para o Galo e Bruno, empatou para o América aos 49 minutos do segundo tempo. A finalíssima do Estadual acontecerá às 16h do próximo domingo, novamente no Independência, desta vez com mando de campo do Atlético.
O América reclama do escanteio que originou o gol do Atlético. Começou no lance em que o lateral Bryan ganhou a jogada do atacante André, que simulou a falta e o árbitro marcou erradamente. Na cobrança, o goleiro Neneca desviou a bola para linha de fundo. No escanteio saiu o gol atleticano. O Galo reclama que o gol do América foi impedido e que o corner, não ocorreu.
O meia Rodriginho também reclamou da arbitragem, principalmente do lance em que o zagueiro desviou a bola com a mão. "Estão falando que a bola do escanteio não tocou no jogador do Atlético. Eu estava no banco e não deu para ver. Mas, no primeiro tempo, o Rafael Marques levou a mão na bola em um chute do Alessandro que, na minha opinião, foi pênalti. Então, se estão reclamando do lance de escanteio, o empate de 1 a 1 acabou sendo justo”, disse.
Bastante vaiado pela torcida do Atlético, o lateral esquerdo Richarlyson não acredita que as críticas sejam por falta de futebol, mas sim por perseguição. No jogo do último domingo, sempre que o jogador era acionado as vaias das arquibancadas podiam ser ouvidas. O jogador afirma que se fosse por falta de futebol, que o técnico Cuca já o teria sacado da equipe. “Se fosse pela sequência de jogos, o Cuca não seria idiota e não iria me colocar para jogar. Todo mundo sabe que é perseguição. Mas já vivo isso há tanto tempo na minha vida e não vai ser hoje que vou encarar isso de maneira diferente. O importante é que tenho a confiança do Cuca, dos meus companheiros, da diretoria. Vou continuar atuando do jeito que venho atuando, e melhorar algumas coisas que é normal”, declarou.
Richarlyson afirma que aceita as vaias do torcedor, que paga ingresso para ir ao estádio, e que vai procurar levantar a cabeça e dar a volta por cima. O atleta deixa claro que vai fazer o possível para ser campeão no próximo domingo, em respeito aos familiares e aos companheiros, de quem vem recebendo apoio. “Isso é perseguição. Não adianta a gente abaixar a cabeça ou ser leigo e colocar outras coisas nessa manifestação da torcida. Vou respeitar até porque é uma manifestação passiva. Vou dar a volta por cima, não por eles, mas por minha família, pelos meus companheiros e no domingo vou colocar a faixa no peito de campeão’, disse.
O treinador americano gostou da equipe dele. “O time jogou bem, mesmo se tivesse perdido por 1 a 0. Eu queria mais, principalmente se tratando do primeiro tempo. É importante e claro que é diferente você sair com o empate embora o Atlético ainda permaneça com a vantagem. Se eles saíssem com 1 a 0 a vantagem aumentaria, e a gente fica até chateado da maneira que o gol deles aconteceu, porque jogávamos bem melhor. E começou em uma falta que não existiu. No segundo tempo, agredimos muito e tivemos maior pegada em campo e criamos mais. No primeiro, não, o Atlético teve mais chances e, no segundo tempo, inverteram as coisas e tomamos o gol no momento assim. O resultado é justo se tratando do segundo tempo e é importante para o grupo também, que deu moral, mesmo não sendo moral de quem ganha jogo, mas é importante isso no futebol”, analisou o treinador.

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