terça-feira, 24 de Abril de 2012 11:59h Luciano Eurides

América vence o clássico e Cruzeiro mostra poder de reação

Depois de sair perdendo por três gols de diferença, o Cruzeiro reagiu, marcou dois gols, mas não foi suficiente para evitar a derrota para o América, por 3 x 2, na noite deste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Mineiro.
O atacante Bobô e o meia Roger marcaram os gols da Raposa, que terá que vencer o adversário por qualquer placar, no jogo de volta, domingo que vem, para garantir a vaga na decisão da competição estadual.
O volante Leandro Guerreiro reconheceu os erros do Cruzeiro na partida, mas ressaltou a força do time cruzeirense, que soube sair de um placar bem desfavorável e agora precisa vencer o próximo jogo, por qualquer placar, para garantir a classificação à final do Campeonato Mineiro. “Não esperávamos tomar três gols como a gente tomou, falhamos atrás, mas tivemos forças para reverter e ainda fazer dois gols. O América-MG deu vida para a gente. Estamos vivos e só precisamos de uma vitória para conseguir nossa classificação”, disse Guerreiro. “A torcida sai chateada, a gente também muito chateado pela derrota, mas temos esperanças ainda. Estamos vivos e, para a próxima partida, tomara Deus que a gente possa estar com o time completo, com todo mundo à disposição do Mancini para fazermos um bom jogo e conseguir a classificação”, finalizou.
O fato de estar vencendo por 3 a 0 e deixar o adversário descontar, para Givanildo, tem que ser encarado como normal, pela força do adversário.  “Mesmo se tivéssemos ganhos por 3 a 0, não estaria definido, o Cruzeiro precisaria de três gols para se classificar. Tem uma coisa que me marcou no futebol, sempre falo, ninguém nunca viu de tudo no futebol”, disse Givanildo Oliveira. "Aquele jogo do Grêmio e Náutico, o Grêmio com menos quatro e conseguir ganhar nos Aflitos de 1 a 0, mostra que tudo pode acontecer. Fomos buscar o resultado diante do Cruzeiro, nosso time foi muito bem no jogo, só lamento foram os lances finais. O Moisés, saiu com cãibra, e Dudu, se não fosse isso, a gente teria mais chance de segurar o 3 a 1", afirmou Givanildo Oliveira, citando a “Batalha dos Aflitos”, decisão entre Náutico e Grêmio, em dezembro de 2005, da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. O time gremista conseguiu vencer, fora de casa, por 1 a 0, mesmo jogando com quatro jogadores a menos, que foram expulsos. “Isso acontece muito, dei exemplo, é só olhar a rodada, às vezes o time está vencendo e aos 47 toma um gol, eu não fiquei satisfeito de ter tomado os gols, mas fiquei feliz de marcar três gols. Nós vencemos o jogo”, acrescentou Givanildo.
O treinador também lamentou a desatenção nos minutos finais, porém elogiou os jogadores. "O Cruzeiro estava vivo, eles poderiam fazer os gols, ou só o América poderia marcar? Lamentamos isso, mas agora o importante é que a gente tem a vantagem no segundo jogo, é importante, mas não decisivo”, observou.
Givanildo descarta administrar a vantagem do empate no jogo da volta. “Cada jogo é uma história, vamos jogar contra o Cruzeiro, mas cada jogo muda uma coisa, posicionamento, então não podemos falar que temos a vantagem e vamos administrar, administrar o que se um gol deles dá a classificação, então tem de jogar”, destacou.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.