segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013 11:30h Atualizado em 4 de Fevereiro de 2013 às 11:37h. G1

Após ficar encharcado, gramado do Mineirão pode ser substituído

Engenheiro agrônomo da empresa responsável pelo campo do estádio diz que excessos de fibra e areia fina exigidos pela Fifa prejudicam drenagem

 Mal foi reinaugurado na vitória do Cruzeiro sobre o Atlético-MG por 2 a 1, o Mineirão já poderá sofrer uma nova reforma. Com a chuva forte que caiu na tarde do último sábado em Belo Horizonte, o gramado do estádio ficou alagado, e a empresa responsável cogita uma substituição. O problema seria a exigência da Fifa por um grande número de fibras na grama, o que acabou prejudicando a drenagem do campo.
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  Lucas Pedrosa, engenheiro agrônomo da Greenleaf e responsável pelo campo do Mineirão, revelou que uma reunião deve acontecer na próxima semana para definir essa situação.

- Os consultores da Fifa barraram minha areia, pois achavam muito grossa e indicaram uma mais fina. Essa mistura com a fibra formou uma compactação que impermeabiliza a água. Eles não têm noção do clima, pois na Europa não chove assim. Nossa recomendação não foi levada em consideração. Agora, estamos trabalhando para evitar esse tipo de situação (troca do gramado). Porém, faz um mês que fazemos perfurações para quebrar a fibra, mas não está adiantando. Vamos ter que tomar uma posição mais severa. Teremos uma reunião na próxima semana com a Minas Arena - disse Lucas.

Responsável por todos os estádios da Copa das Confederações (Maracanã, Nacional Mané Garrincha, Arena Pernambuco, Castelão e Fonte Nova também receberão jogos), a Greenleaf conseguiu evitar esse excesso de fibra em outros campos. Segundo Lucas, o Mineirão acabou sendo “prejudicado” por ter sido o primeiro.



- Desde quando o Brasil se candidatou para a Copa, a Fifa faz várias exigências. Uma dessas era que na última camada deveria ser misturada areia e fibra. Essa fibra é recomendação da Fifa e da empresa STRI, da Irlanda, que fizeram essas manobras para a colocação da fibra. Colocou-se mais do que o normal. Para você ter uma ideia, aqui foram 27 toneladas de fibras e no Castelão, 20.  O Mineirão acabou sendo um tipo de cobaia, mas, desde o início, sabíamos que não seria ideal pelo clima brasileiro - concluiu o engenheiro agrônomo.

O estádio de Belo Horizonte receberá três partidas na Copa das Confederações: Taiti x representante africano (17 de junho), Japão x México (22 de junho) e a semifinal de 26 de junho.


A Minas Arena, concessionária adminsitradora do Mineirão, deverá se pronunciar oficialmente na tarde desta segunda-feira.

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