quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012 09:53h Luciano Eurides

Atacante divinopolitano Diego Wendel constrói raízes na Europa

Diego teve um reencontro com a bola e o futebol divinopolitano quando participou da confraternização de final de ano no Clube dos Servidores Municipais (CSM)

Ser um jogador de futebol na Europa é um sonho para muitos adolescentes do mundo inteiro. A vida e dedicação de Diego Wendel de Souza Silva é um exemplo para esses sonhadores. Do Guarani para a Croácia, uma mudança de vida e a reconstrução, hoje ele não pensa em trocar a neve pelo clima tropical.
Nas categorias de base da Associação Atlética Danilo Passos Diego Wendel foi o artilheiro do campeonato local, fato que o levou a jogar no Guarani, onde teve uma base profissional e entrou para o time profissional, as poucas chances de estar no grupo titular não intimidou o atleta, ele aproveitou a primeira chance para ir a Croácia, onde se estabeleceu como jogador de futebol, criou uma família, possui uma linda filha e uma vida inteira de sonho e realizações.
De férias com a família em Divinópolis o atacante conta um pouco da carreira e garante não pensar em voltar definitivamente para o Brasil. “Mudou muito, acostumei ao futebol europeu, casei, tenho uma filha e costumado a ficar longe de casa. Estou em time novo, na Áustria, segunda divisão, fizemos amistosos com o Paris Saint-Germain e Borussia Dortmund e recomeçando em um país novo”, falou.
Tudo na vida dele é diferente. As mudanças foram contínuas. “Mudança do Brasil para a Croácia se mudou tudo, para a Áustria, país vizinho, se tem o mesmo clima e o mesmo futebol. Terminamos em quarto na primeira fase a cinco pontos do primeiro colocado e haverá novas contratações e algumas demissões e continuamos na busca pelo título do campeonato”, falou ele que atua no SV Stegersbach, para se comparar ao Brasil seria um América Mineiro.
Tanto esforço, além de uma família, rendeu ao jogador garantias financeiras, parece que o atleta não tem pretensões de retornar ao futebol brasileiro. “Quando acabar minha carreira, pretendo ser treinador lá mesmo, Brasil somente quando estiver encerrando definitivamente a carreira  eu volto ”, decidiu.
Em Divinópolis estará se divertindo com a família. “Ficarei 45 dias no Brasil, pela primeira vez minha esposa está aqui e se divertindo com o tempo, está gostando do ambiente, um calor imenso, lá nevando, são dois metros de neve e menos 15 graus, aqui a temperatura 33, ainda iremos encarar o maior frio da Europa logo depois das férias”, declarou.

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