quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017 13:02h Atualizado em 6 de Dezembro de 2017 às 14:16h. Carlos Henrique

Atleticanas cobram respostas sobre o caso Robinho

Inconformadas com o pouco esclarecimento vindo do Atlético a respeito da sentença da justiça italiana, sobre Robinho, que lá foi condenado a nove anos de prisão por uma suposta agressão sexual em grupo ao uma jovem garota, de 22 anos, algumas torcedoras colocaram na madrugada da última segunda para terça feira (5), duas faixas em frente a sede do clube, localizada no bairro de Lourdes, na Região Centro sul de BH. As atleticanas pediam uma posição mais incisiva sobre a pena do jogador e reclamam e se sentem agredidas com o silêncio.

"Um condenado por estupro jogando no Galo é uma violência contra todas as mulheres", dizia uma das faixas. Na outra, as palavras eram direcionadas ao clube. "Galo, seu silêncio é violento. Não aceitamos estupradores".

O grupo “Feministas do Galo”, apoiado pela “Galo Marx”, esclareceu que em nenhum momento acusam o jogador de estupro, até porque, ainda há outras instâncias em julgamento. No entanto, exigem uma resposta mais firme sobre o assunto.

 

"(as faixas) Foram colocadas ontem (segunda-feira) em uma ação do grupo Feministas do Galo, com o apoio da Galo Marx. Não estamos acusando o Robinho de estuprador, pois ainda há outras instâncias do julgamento. E nem ao menos apoiamos encarceramento. Apenas queremos que o Galo se manifeste a respeito de um atleta de seu plantel sofrer esse tipo de acusação grave", explicou o coletivo.

Procurado, o Atlético afirmou que não irá se manifestar sobre o ocorrido, pois é um assunto pessoal do atleta.

Em novembro, Robinho foi condenado a nove anos prisão pelo acontecido, que foi em 22 de janeiro de 2013. O ato, de acordo com a investigação, foi consumado por Robinho, que defendia o Milan naquela época, e outras cinco pessoas. A sentença foi dada em primeiro instância. Dessa forma, o jogador ainda irá recorrer a justiça, e enquanto não se esgotarem as instâncias, o jogador vai responder o processo em liberdade.

Na época, a empresária do jogador, Marisa Alija Ramos, nega todas as acusações e que Robinho já está se defendendo.

"Sobre o assunto envolvendo o atacante Robinho, em um fato ocorrido há alguns anos, esclareço que meu cliente já se defendeu das acusações, afirmando não ter qualquer participação no episódio. Todas as providências legais já estão sendo tomadas acerca desta decisão em primeira instância", declarou a empresária. 

 

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