sábado, 11 de Abril de 2015 03:37h

Atlético vence e permanece vivo na Libertadores

Atlético e Independiente Santa Fe fizeram na última quinta-feira, no Independência, um jogo duríssimo pela Libertadores

. Em meio a discussões, empurrões e entradas fortes de ambos os lados, o time brasileiro soube aproveitar melhor as oportunidades, tomou poucos sustos ao longo dos 90 minutos e saiu com a importante vitória por 2 a 0, que o coloca de vez na briga pela vaga nas oitavas de final.
“Não dá para analisar muito a parte tática porque o que aconteceu foi uma briga dentro de campo. Não existiu uma bola que fosse tocada tranquilamente, sem marcação em cima, mas foi um jogo que demonstrou que o Atlético é um time preparado para esse tipo de situação. Os jogadores estão de parabéns”, elogiou o técnico Levir Culpi. Em um jogo brigado assim, a figura de Leandro Donizete se tornou fundamental em campo.
Mesmo exagerando algumas vezes, o volante foi o contraponto atleticano para a violência dos colombianos e se mostrou um líder. Mas o ataque também foi fundamental. Carlos, autor do primeiro gol, Pratto e Luan se movimentaram intensamente e incomodaram o adversário. “Eu havia comentado com os jogadores que, na Libertadores, não tem falta, mas também não precisava exagerar. A pegada do Santa Fé foi acima do normal. Foi um jogo altamente físico e com pouquíssimas oportunidades de gol, mas estivemos mais próximos. O jogo ficou perigoso o tempo inteiro, com todos ingredientes de um jogo de Libertadores”, apontou Levir.
No segundo tempo, com a lesão de Carlos, que precisou ser levado para a ambulância após uma pancada na cabeça, o treinador apostou em Guilherme. Mesmo sem jogar desde outubro do ano passado, devido a uma série de lesões, o atacante entrou bem e foi premiado com um gol nos acréscimos. Emocionado, ele tentou explicar a sensação após o apito final.
“Depois de um período fora é até difícil falar, porque lesão é pior situação que o atleta pode viver no esporte. Poder voltar e fazer esse gol... Esse é o grande motivo de eu ter ficado: o torcedor, dando força em casa, apoiando. Quando você volta, entra e mostra o seu valor, ainda mais com a torcida pedindo. Tenho que agradecer muito a Deus”, disse Guilherme. “Foi mais um grande dia que consegui viver aqui e não poderia imaginar um cenário tão bom como esse de hoje."
O retorno de Guilherme aos gramados aconteceu de forma especial por conta do gol. O jogador expresso a satisfação por ter sido decisivo no jogo. “Só o fato de estar no banco e reviver o clima de Libertadores já me deixou feliz, ainda mais poder entrar e marcar um gol que acalmou todo mundo. Quando entrei, curiosamente, a gente recuou muito, mas, no lance do Victor, deu para pegar um atalho e fazer o gol. Além da vitória coletiva, foi uma vitória minha pessoal, poder voltar e fazer gol”, disse o atacante atleticano.

Leia Também

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.