quinta-feira, 8 de Novembro de 2012 12:00h Gazeta do Oeste

Audiência entre Ronaldinho e Flamengo é suspensa para tentativa de acordo

A primeira audiência do litígio entre Ronaldinho Gaúcho e Flamengo ocorreu na manhã desta quinta-feira, na sede do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. A tratativa não teve uma decisão final, mas foi suspensa para que as partes cheguem a um acordo. Novo encontro deve ocorrer em 15 dias, porém, o processo corre em segredo de justiça, sem divulgação dos valores. Por enquanto, a tendência é que ocorra uma conciliação entre os envolvidos.

A audiência de conciliação começou às 10h e durou cerca de 40 minutos. A ação movida pelo jogador chega a R$ 55 milhões de reais, com cobrança de multa por quebra unilateral do contrato de trabalho e falta de pagamento da cessão de imagem de R49, no total de R$ 40 milhões de reais pelos vencimentos em aberto e mais R$ 15 milhões referentes a danos morais por causa das declarações ofensivas de dirigentes do Rubro-Negro à época da saída do meia da Gávea, em maio deste ano.

O setor jurídico do clube carioca admitiu que houve contato para um possível acordo durante a semana, mas nada foi definido. O armador do Atlético chegou ao Tribunal acompanhado do irmão e empresário Assis Moreira e com dois advogados. Os representantes do atleta são Sérgio Queiroz e Gislaine Nunes. A presidente do Flamengo Patrícia Amorim não compareceu à audiência.

O Superesportes tentou entrar em contato com a advogada Gislaine Nunes, mas ela não atendeu aos telefonemas. Um dos advogados do Rubro-Negro, Michel Assef Filho, conversou com a reportagem, mas não quis passar detalhes do caso.

Início do imbróglio

Ronaldinho foi contratado pelo Flamengo em janeiro de 2011, mas a “lua de mel” com o clube durou até setembro do mesmo ano. O salário do craque era dividido entre a Traffic e o Rubro-Negro, mas a empresa parou de arcar com a sua parte, cerca de 75% do valor, e o time teve dificuldades para quitar os vencimentos do meia sem o apoio. O motivo do rompimento foi um acordo firmado entre o Fla e uma terceira empresa, fato que não estava previsto no contrato. A ideia da Traffic era explorar integralmente os patrocínios alusivos à presença de Ronaldinho na Gávea para compensar o investimento.

Com salário mais direitos de imagem acima de R$ 1 milhão de reais às custas apenas do Flamengo, o armador ficou cinco meses sem receber, além de ter problemas também com o recolhimento do FGTS. O estopim da briga foram as declarações do vice de futebol Paulo César Coutinho, que ao comentar o motivo de Ronaldinho não ter embarcado para um amistoso no Piauí, disse que o meia estava afastado e que não jogava nada. O dirigente foi desmentido por Zinho e depois de alguns meses deixou o clube.

Para rebater as acusações do jogador, o Flamengo divulgou um vídeo em que o meia teria passado a noite com uma mulher na concentração, durante preparativos para um jogo em Londrina e depois alegou que ele também teria treinado alcoolizado, fato desmentido posteriormente pelo médico José Luiz Runco, que trabalha no Flamengo e na Seleção Brasileira. 

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