segunda-feira, 13 de Agosto de 2012 13:27h Gazeta do Oeste

Bernardinho coloca em dúvida permanência na seleção para 2016

 No dia em que assumiu a condição de maior medalhista olímpico do Brasil ao ficar com a prata na decisão dos Jogos de Londres diante da Rússia, o técnico Bernardinho colocou em dúvida sua permanência na Seleção para o ciclo do Rio de Janeiro-2016.

 

 

Nas últimas temporadas, ele vem conciliando os comandos da Seleção Brasileira masculina e do Unilever, um dos principais times da Superliga feminina. Para o treinador, no entanto, o técnico da Seleção no próximo ciclo deve se dedicar aos Jogos de 2016 de maneira integral.


“Para um processo como esse tão importante como é a Olimpíada no Brasil, o técnico precisa ser exclusivo, porque há muita coisa a ser feita. Independentemente de quem seja, o foco deve ser absoluto. A concorrência é muito grande. Quem imaginava que a Polônia sairia nas quartas de final? Já tem muitas equipes e outras vão chegar”, disse Bernardinho, dono de seis pódios olímpicos (um como atleta e cinco como técnico).

 

Convocados para os Jogos de Londres, veteranos como Rodrigão, Giba, Serginho e Ricardinho praticamente confirmaram a despedida da Seleção. Dante, por sua vez, tem o sonho de competir em 2016, mas precisa tratar o joelho.


"Vai haver uma mudança grande de jogadores, tem alguns que estão parando. Tudo isso vai exigir uma dedicação ainda maior do treinador. Você tem que estar o tempo todo pensando e acompanhando os jogadores para poder chegar bem ao momento decisivo”, disse o treinador.

 

Bernardinho revelou que já comunicou seu ponto de vista a Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que deve ser eleito para dirigir a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) a partir do próximo mês de setembro. Ainda assim, ele não descarta permanecer na Seleção, e faz planos para o futuro.


“Tenho que pensar, refletir, ver o que é melhor para mim e para o vôlei. Como técnico atual da Seleção, temos que pensar no prosseguimento, independentemente de estar ou não no comando. O time russo, com jogadores bons e jovens, é forte candidato em 2016. Levando isso em conta, o que devemos fazer?”, questionou.

 

Bernardinho tem contrato com a Unilever até 2013 e promete cumpri-lo. Desta forma, caso resolva permanecer no comando da Seleção, a próxima temporada será a última em duas frentes, algo que o treinador, casado com a ex-levantadora Fernanda Venturini, prometeu à família e não abre mão de forma alguma.


“A partir de abril de 2013, vou ter que tomar uma decisão, porque nos dois não vou continuar. É muito tempo. Você acaba pensando: será que eu poderia ter feito mais se tivesse me dedicado mais? Você se sente culpado e isso te frustra. A gente tem que pensar em soluções e, quando alguém é exclusivo, pode pensar só nisso”, declarou.

 

 

 

 

 

 

 

 

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