quarta-feira, 8 de Agosto de 2012 16:37h Daniel

Bernardinho minimiza fim de freguesia brasileira contra herdeiros de 1988

Além de garantir o Brasil na semifinal dos Jogos Olímpicos de Londres, o triunfo sobre a Argentina serviu para encerrar uma freguesia olímpica diante dos rivais, algo minimizado pelo técnico Bernardinho. Coincidentemente, o time derrotado pela Seleção nesta quarta-feira tem alguns herdeiros dos algozes de Seul'1988.

Em Londres, o Brasil alcançou sua primeira vitória sobre a Argentina em fases decisivas da Olimpíada. Derrotada na decisão do bronze dos Jogos disputados na capital sul-coreana, a Seleção também caiu nas quartas de final de Sydney'2000 e na primeira fase de Atlanta'1996, vencendo apenas no playoff para definir o quinto lugar nos Estados Unidos.

“Não estávamos pensando nisso. É claro que conhecíamos o perigo e estávamos muito preocupados. Mas não pensamos em tabus ou partidas anteriores. Nosso foco foi o jogo de hoje em si. Estou feliz pela vitória e espero que essa consistência continue, sempre com menos erros. Vamos precisar disso na semifinal”, declarou Bernardinho.

Ao lado de Javier Webber, Daniel Castellani, Hugo Conte, John Uriarte e Raul Quiroga participaram da vitória sobre o Brasil que rendeu o bronze à Argentina na edição de 1988 dos Jogos. Atualmente, Ivan Castellani (filho), Facundo Conte (filho), Nicolas Uriarte (filho) e Rodrigo Quiroga (sobrinho) representam a seleção.

Técnico dos herdeiros de seus ex-companheiros de quadra, Webber aprova a situação. “Todos eles vivem o vôlei desde que nasceram. Somos todos amigos e estamos com os mesmos objetivos. O único problema é que temos muitos treinadores no meu ouvido”, disse Webber, rindo.

Bernardinho contou que chegou a vetar um pedido de entrevista na véspera da partida com o experiente Dante, remanescente da derrota diante da Argentina nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e comparou o adversário em Londres com a geração anterior.

“O time de 2000 era bem mais experiente, embora alguns jovens tenham surpreendido naquela partida. Já a equipe atual é mais jovem, com maior vigor físico e talvez com o mesmo talento ou até um pouco mais que aquela geração”, afirmou o brasileiro.

Bernardinho diz ter perdido o sono na véspera do confronto disputado nesta quarta-feira e até estranhou o baixo grau de dificuldade encontrado na partida, já que a Seleção Brasileira se classificou para a semifinal sem maiores dificuldades diante dos arquirrivais.

“A Argentina tem um potencial enorme e com certeza poderia ter jogado mais, mas nós jogamos bem taticamente. Quando você roda e eles não conseguem fazer o que tem de melhor, que é a defesa, a gente ganha confiança. Essa é a experiência que temos que levar seja para a semifinal”, afirmou.

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