terça-feira, 14 de Agosto de 2012 14:33h Gazeta do Oeste

Brasil avalia participação em Londres visando Rio 2016

O desafio do Brasil é aumentar o número de medalhas nas modalidades em que o país já tem tradição; conquistar medalhas em novas modalidades, como ocorreu na ginástica artística, no boxe e no pentatlo moderno já em Londres 2012; e dar atenção especial às modalidades individuais que distribuem um grande número de medalhas. A síntese das ações do Comitê Olímpico Brasileiro para os Jogos Olímpicos Rio 2016, e que integram o mapa estratégico da entidade, foi anunciada durante a entrevista coletiva em que o COB avaliou a participação brasileira em Londres 2012. Em Londres, um total de 17 medalhas e terminou na 14ª colocação, empatado com Hungria e Espanha. O país registrou ainda o maior número de pódios em uma mesma edição dos Jogos. Foram três de ouro, cinco de prata e nove de bronze.  A marca anterior, com 15 medalhas, havia sido obtida em Atlanta 96 e em Pequim 2008.

 


A meta para o Rio 2016 é colocar o Brasil entre os dez primeiros países pelo número total de medalhas.“O COB veio para Londres com uma expectativa realista, que era conquistar um número de medalhas próximo ao que foi obtido em Pequim. O resultado final foi dentro do esperado e está de acordo com o planejamento do COB para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Temos o desafio de colocar o Brasil entre os Top Ten e já estamos trabalhando para isso. O COB tem detalhado um planejamento para cada modalidade, de acordo com o nível que cada uma se encontra e onde pode chegar. Em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas e com o apoio do Ministério do Esporte, do Governo Federal, dos estados, das prefeituras e dos patrocinadores vamos aperfeiçoar a estrutura de treinamento e oferecer todas as condições para que nossos atletas tenham excelente participação diante da torcida brasileira em 2016”, afirmou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

 


Além do número total de 17 medalhas, o Brasil teve em Londres o primeiro ouro olímpico do judô feminino; a primeira medalha do pentatlo moderno, o bronze de Yane Marques; e a primeira medalha olímpica da ginástica artística, o ouro de Arthur Zanetti nas argolas. Outro ponto de destaque foi o recorde de medalhas do judô e vôlei (4) e do boxe (3) e a boa participação do handebol feminino e do basquete masculino.  Em Londres o Brasil obteve ainda a 100ª medalha olímpica de sua história, com o bronze de Adriana Araújo, do boxe. O país foi representado por 259 atletas em 32 modalidades.

 


No quadriênio 2009/2012 o COB recebeu até junho passado R$ 331,3 milhões de recursos da Lei Agnelo/Piva para aplicação no esporte de alto rendimento, já deduzidos os impostos pagos ao Governo e os 15% que o COB é obrigado por lei a investir no esporte escolar e no esporte universitário. Esse montante foi investido nos programas das Confederações e do próprio COB, proporcionando importantes resultados das mais diversas modalidades em campeonatos mundiais, copas do mundo, grand prixs, nos Jogos Pan-americanos 2011 e nos Jogos Sul-americanos 2010, entre outros, além da participação em Londres e da melhor preparação olímpica dos atletas para uma edição dos Jogos Olímpicos.

 


No Rio 2016 a base de treinamento do Brasil antes e durante os Jogos será no Forte São João, na Urca, e na Escola Naval.

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