segunda-feira, 5 de Outubro de 2015 10:47h

Brasil conquista mais medalhas nos 6º Jogos Mundiais Militares

om duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze, o Brasil segue firme na segunda posição do ranking de medalhas neste quarto dia de provas dos 6º Jogos Mundiais Militares, na República da Coreia

Hoje, o judô contribuiu com quatro medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e outra de bronze.

O dia começou com muita expectativa em relação ao desempenho individual dos atletas do judô. As lutas travadas no tatame do Kafac Indoor Sports Complex asseguraram medalhas para Felipe Kitadai (ouro), Mariana dos Santos (ouro), Rafaela Silva (prata) e Sarah Menezes (bronze). No atletismo, o sargento Júlio de Oliveira - na modalidade lançamento de dardo - ficou com a prata.

No ranking, apesar da China ter mais medalhas (12), o Brasil (8) mantém-se na segunda posição porque tem quatro medalhas de prata contra três dos chineses. A Rússia ocupa o primeiro lugar com 15 medalhas.

Lançamento do dardo

O sargento do Exército Júlio César Miranda de Oliveira garantiu a segunda medalha do Brasil no atletismo, no lançamento do dardo. Júlio liderava a prova, com a marca de 78,62 metros, quando foi superado pelo último lançamento do finlandês Ari Mannio, que alcançou 79,78 metros. No domingo (04), a sargento Jucilene Sales de Lima, também do Exército, havia ficado com a prata, na prova feminina do lançamento do dardo.

“Achei que foi uma prova muito concorrida. Tinha quatro ou cinco atletas que poderiam ganhar. Meu último lançamento foi o melhor, mas acho que fui com muita raça e não consegui segurar o lançamento, acabei queimando. Mas estou muito feliz com a medalha de prata”, declarou o atleta, já com a mais nova medalha no peito. Júlio foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, além de sete vezes campeão.

Vôlei, basquete e futebol avançam, equipe de pentatlo militar chega ao primeiro lugar

Os jogadores de voleibol do Brasil não perderam um set sequer nesta segunda-feira (05). A equipe feminina venceu por 3 a zero do Canadá, enquanto a equipe masculina ganhou pelo mesmo placar da Venezuela. No basquete masculino, o Brasil venceu a França por 76 a 51. Nesta terça-feira (06/10), a equipe enfrenta a Grécia, última partida para assegurar vaga nas quartas de final.

Já no Pentatlo Militar, a equipe masculina segue forte na disputa por medalhas individuais e por time. Com o acumulado das provas de tiro, pista de pentatlo militar e natação utilitária, o time masculino chegou ao primeiro lugar. Ainda faltam ser realizadas as provas de lançamento de granada e corrida através do campo. No individual, o tenente do Exército Douglas de Castro Jacinto está em terceiro lugar.

No boxe, até o momento, dois brasileiros venceram as lutas e seguem na competição. O sargento da Marinha Paulo Santos Carvalho venceu He Jujun, da China, na categoria até 49 kg. Já o sargento da Marinha Joedison de Jesus Teixeira venceu Thomash Mayengbam Meitei, da Índia, na categoria até 64 kg. Brasil e Alemanha empataram no futebol feminino, com o placar 1x1. No handebol masculino, o Brasil perdeu do Egito por 30 a 18.

A cada flecha, um momento marcante do esporte militar é construído na competição de tiro com arco dos Jogos Mundiais Militares na República da Coreia. Nesta segunda-feira (05/10), os sargentos do Exército Juan Ricardo Feindt Urrejola e Marcelo Pires de Azevedo abriram a participação dos paratletas brasileiros na 6ª edição do evento. É a primeira vez que os Jogos promovem competições de paradesporto.

“É uma quebra de paradigma, uma grande referência mundial, se você consegue fazer a inclusão dentro de uma área em que predominantemente a pessoa não pode ter deficiência para exercer sua função. Dentro do esporte você consegue fazer essa inclusão, é importantíssimo”, declara o sargento Juan, que também é professor de Educação Física.

O paradesporto faz parte da história do sargento Marcelo desde 2014, quando começou a competir na seleção brasileira de voleibol para portadores de deficiência. Ele acredita ter se adaptado bem ao novo esporte. “Quando a gente coloca Deus à frente das coisas e o Brasil acima de tudo, a gente se predispõe de coração e alma a defender nossa pátria a todo custo”, declara.

O chefe da equipe de tiro com arco do Brasil, o capitão da Força Aérea Robson Luiz dos Santos Alves, explica que os paratletas brasileiros começaram agora sua trajetória no esporte. “Tiveram pouquíssimo tempo de treino. E acertar o alvo a 70 metros já é uma fase bastante interessante”, comenta. Para ele, a convivência com Marcelo e Juan tem trazido aprendizado para toda a equipe. “Estão sempre nos surpreendendo com tudo, seja nas palavras, na conversação, é uma superação a cada dia”, completa.

Tiro com arco era modalidade inédita para o Brasil

Essa é a primeira vez que a delegação brasileira compete nos Jogos Mundiais Militares na modalidade de tiro com arco. A Coreia é um país com destaque no esporte, acompanhada por China, Índia, Itália e França. Na equipe do Brasil, os sargentos da Força Aérea Bernardo Oliveira e Daniel Xavier integraram o time masculino que ganhou a medalha de bronze nos últimos Jogos Pan-americanos de Toronto. Uma mulher também representa o Brasil na equipe, a sargento da Força Aérea Sara Nikitin.

A segunda-feira (05) no Campo Internacional de Tiro com Arco Jinho, em Yecheon, foi dedicada apenas à fase classificatória da competição. As disputas por medalhas dos paratletas serão realizadas na terça-feira (06/10), juntamente com os combates que definem quem segue na disputa nas categorias individual e por time. As demais medalhas são distribuídas até o dia 9.

O tiro com arco é disputado nos Jogos Mundiais Militares com arco recurvo, o mesmo utilizado nos Jogos Olímpicos. O alvo fica a 70 metros dos atiradores. Depois da primeira fase classificatória, começa a eliminatória. Os atletas são divididos em pares e quem tiver a melhor pontuação desclassifica o adversário.

 

Créditos:  Felipe Barra

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