quarta-feira, 9 de Julho de 2014 07:55h Atualizado em 9 de Julho de 2014 às 08:29h. Luciano Eurides

Brasil dá vexame em campo. Sai de campo com maior goleada da história

Todas as explicações tentadas não convenceram o torcedor.

A goleada de 7 a 1 aplicada pela seleção da Alemanha, dentro do Mineirão, sobre a Seleção brasileira, fica como o maior vexame da história da seleção canarinho em mundiais. Oscar marcou o gol que sequer podemos chamar de honra, palavra não combina com o humilhante placar.

Foram 64 anos de espera. Durante cinco jogos, a seleção brasileira fez seu papel - com futebol bonito ou não, alcançou as semifinais. Perderam o craque, Neymar, e entrando com a camisa dele em campo, mostraram que usariam o atacante como motivação. Mas o Brasil conseguiu permanecer no gramado do Mineirão, nesta terça-feira, por exatos 9 minutos sem levar um gol. A partir daquele instante, se iniciou o maior vexame da história do futebol brasileiro. A pior derrota do selecionado nos seus 100 anos de história. Em casa, na Copa que tinha como objetivo claro o término da maldição de 1950, o Brasil foi humilhado pela Alemanha: 7 a 1. Gol brasileiro só de Oscar, bem no final do jogo.

Quem diria que aquele vice no mundial, sofrido após os gols de Schiaffino e Ghiggia para o Uruguai, em 1950, seguirá como o melhor resultado da seleção brasileira em Copas disputadas em casa. No próximo sábado, no clima mais melancólico possível, o Brasil entrará em campo para a disputa do 3° lugar, em Brasília. Aos alemães, a final. Da forma mais merecida possível. Incontestável e Humilhante.

O Brasil jogou por nove minutos. Foi o tempo que a Alemanha demorou para descobrir que não teria adversário na semifinal da Copa do Mundo. Quando Thomas Müller, livre dentro da área em um escanteio, tocou para o gol, ficou claro que a seleção brasileira não seria capaz de parar ninguém que conseguisse entrar em sua área. Foi simbólico: o principal artilheiro do rival livre, sozinho, no local mais perigoso de um campo. Treze minutos depois, quando Klose pegou rebote de seu próprio chute, e nenhum defensor brasileiro esboçou reação, começava a maior goleada sofrida pelo Brasil na história e os seis minutos mais desesperadores do futebol brasileiro em todos os tempos.

Daquele gol de Klose ao de Khedira, aos 29 minutos, por quatro vezes a Alemanha conseguiu entrar na área brasileira e tocar para o gol de Júlio César sem dificuldade alguma. Toni Kroos fez os outros dois e, pela primeira vez em Copas, o Brasil levou cinco gols no primeiro tempo de um jogo.

Deste ponto até o intervalo, era como se o jogo já tivesse acabado. A Alemanha voltou a tocar a bola em velocidade, como havia feito nos cinco jogos anteriores da Copa, e o Brasil não sabia o que fazer. Como parar aquele time que entrava para a história? Não com a apatia de Oscar e Fred, novamente com atuações péssimas. Não com Bernard, que substituiu muito mal o Neymar. Não com a defesa completamente perdida sem o capitão Thiago Silva – não que sua presença fosse mudar algo.

No segundo tempo, mais dois, como se Schürrle brincasse. Sem dificuldades, a Alemanha até desperdiçou chances, como se não quisessem marcar. Aos 45 minutos, Oscar fez o que se chama de "gol de honra". Talvez a única palavra que não possa ser usada para descrever o que o Brasil teve nesta terça.

 

 

 

REGISTRA-SE A HISTÓRIA
A maior goleada sofrida pelo Brasil em qualquer jogo era, até esta terça, um 6 a 0, sofrido para o Uruguai na Copa América de 1920, disputada no Chile. A última derrota em casa do Brasil em jogo oficial havia sido também no Mineirão, em 1975, para o Peru: 3 a 1 na Copa América.
Em Copas, a maior goleada ainda é a da Hungria sobre El Salvador, em 1982: 10 a 1. Em semifinais, era 6 a 1, feitos pelo Uruguai (sobre a Iugoslávia, em 1930), Argentina (sobre os EUA, em 1930), e Alemanha (sobre a Áustria, em 1954).

 

 

 

REPERCUSSÃO
A goleada imposta pela Alemanha sobre a Seleção brasileira, ainda no primeiro tempo, ganhou repercussão nos principais jornais do mundo.
No Diário Olé, da Argentina, o placar elástico de 5 a 0 na etapa inicial foi chamada de 'humilhante'. Já no Clarín, os argentinos falam em 'espancamento'.
O Bild, da Alemanha, diz que a goleada é o 'orgasmo do ano'. Já o La Gazzetta dello Sport, da Itália, afirma que o 'Cristo Redentor se desespera após 45 minutos'.

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