sábado, 11 de Agosto de 2012 13:15h Gazeta do Oeste

Brasil decepciona e é derrotado em mais uma final Olímpica

O resultado tem o poder de proporcionar novos questionamentos ao trabalho do técnico Mano Menezes, que havia sido eliminado no ano passado na Copa América nas quartas de final.

O Brasil adia novamente o projeto do ouro nos Jogos Olímpicos e terá de conviver com a assombração do único título que lhe falta por mais quatro anos. Na final de Londres-2012, a Seleção levou um gol com apenas 30 segundos em um erro defensivo, não conseguiu superar a retranca do México e acabou derrotada por 2 a 1, na decisão disputada neste sábado no lendário estádio de Wembley, em Londres.

 

 

O resultado tem o poder de proporcionar novos questionamentos ao trabalho do técnico Mano Menezes, que havia sido eliminado no ano passado na Copa América nas quartas de final. Afinal, o Brasil levou um elenco recheado com estrelas, inclusive com nomes respeitados no cenário internacional como o zagueiro Thiago Silva e o lateral esquerdo Marcelo, além da maior revelação dos últimos anos, o atacante Neymar.

 

 

Na história olímpica, o Brasil contabiliza a quinta medalha no futebol, a terceira de prata. Anteriormente, o País perdeu a final em duas oportunidades (1984 e 1988) e ganhou outros dois bronzes (1996 e 2008). Em Londres, o País contabiliza a 13ª conquista.

 

Na decisão deste sábado, o centroavante Peralta tornou-se o mais novo carrasco do futebol brasileiro. No primeiro tempo, ele marcou em um chute da entrada da área, aproveitando erro de passe de Rafael. Na etapa final, ampliou o resultado de cabeça. Hulk descontou nos acréscimos.

 

O Jogo – A decisão olímpica reservou um início terrível aos brasileiros. Com 30 segundos de partida, Rafael foi apertado na lateral direita e deu um passe na fogueira para Sandro no meio-campo. Atento, Aquino roubou a bola por trás do volante e tocou para Peralta finalizar na entrada da área, rasteiro, no canto direito do goleiro Gabriel. O México estava em vantagem de forma meteórica e surpreendente.

 

O inesperado panorama proporcionou um baque aos brasileiros. As jogadas ofensivas não saíam com naturalidade e eram executadas da forma mais complexa, com um número exagerado de passes longos em direção ao comando de ataque, sem aproveitar o bom toque de bola do meio-campo.

 

A marcação mexicana também era extremamente forte. Em vantagem, a equipe da América do Norte atrasou as suas linhas e preencheu o campo de defesa. Os espaços estavam totalmente reduzidos aos brasileiros.

 

A equipe de Mano Menezes demorou 19 minutos para criar a primeira chance e precisou da presença de Leandro Damião fora da área para abrir espaços na retaguarda mexicana. O centroavante partiu para jogada individual na ponta esquerda e cruzou para Oscar arrematar em cima de Corona.

 

Preocupado, Mano Menezes ordenou o início do aquecimento de Hulk, seu titular no início da Olimpíada. Em apenas 31 minutos de decisão, o atacante entrou na vaga de Alex Sandro para proporcionar novas alternativas na frente.

 

De forma curiosa, o México resolveu avançar um pouco a partir da mudança. Mas o Brasil respondeu através de um chute venenoso de Hulk aos 38 minutos. O goleiro Corona quase levou um frango histórico e ainda foi obrigado a fechar o ângulo de Leandro Damião na sobra do lance.

 

No fim do primeiro, o personagem da final foi Marcelo por sua conhecida combinação de habilidade e destempero. Primeiro, o lateral quase empatou em um chute dentro da área. Em seguida, demonstrou nervosismo e acertou Peralta de forma violenta na lateral do campo para receber o cartão amarelo. De qualquer forma, a Seleção foi para o intervalo logo depois viver o seu melhor momento.

 

No segundo tempo, a tática brasileira era clara: acelerar as jogadas no ataque. Neymar aumentou a movimentação para participar mais da partida. Em consequência disso, começou a ter chances de finalizar, só que pecava pela falta de precisão.

 

O México sofreu mais de 15 minutos de pressão e, quando encaixou o contra-ataque, quase fez um gol antológico. Fabian aproveitou cochilo de Thiago Silva na entrada da área e, ao perceber que a bola subir após o drible em Gabriel, tentou uma bicicleta. A bola explodiu no travessão. No lance, os brasileiros reclamaram que o adversário dominou com o braço na dividida inicial.

 

Aos 25 minutos, Mano Menezes deu sinais de que a hora do desespero estava próxima com a entrada do centroavante Alexandre Pato no lugar do volante Sandro. Neste momento, a defesa brasileira cometeu outra falha imperdoável. Em cobrança de falta de Fabian na direita, os zagueiros apenas olharam a cabeçada certeira de Peralta.

 

O Brasil só conseguiu descontar nos acréscimos, através de Hulk. Mas ainda teve tempo do empate no último lance e Oscar perdeu uma chance incrível na pequena área de cabeça. O México comemorou o ouro inédito e mais um triunfo contra os pentacampeões mundiais.

 

FICHA TÉCNICA


BRASIL 1 x 2 MÉXICO

 

BRASIL: Gabriel; Rafael (Lucas), Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Alexandre Pato), Rômulo, Alex Sandro (Hulk) e Oscar; Neymar e Leandro Damião
Técnico: Mano Menezes

 

MÉXICO: Corona; Israel Jiménez (Vidrio), Mier, Reyes e Chávez; Enríquez e Salcido; Aquino (Ponce), Herrera e Fabian; Peralta (Raul Jiménez).
Técnico: Luis Fernando Tena.

 

Local: Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)
Data: 11 de agosto de 2012, sábado
Horário: 11 horas (de Brasília)
Gols: Peralta, aos 30 segundos do 1º T e aos 30 min do 2ºT (Mex); Hulk, aos 46 min 2ºT (Bra)
Público: 86.162 pessoas
Árbitro: Mark Clattenburg (Inglaterra)
Assistentes: Stephen Child e Simon Beck (ambos ingleses)
Cartões amarelos: Marcelo (Brasil); Vidrio, Reyes e Israel Jiménez (México)

 

 

 

 

 

 

 

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