quinta-feira, 18 de Setembro de 2014 06:08h Atualizado em 18 de Setembro de 2014 às 06:10h.

Brasil derrota a Rússia e vai à semifinal

Os olhares mostravam a frieza que a situação pedia.

Crédito: Divulgação / FIVB

 

Pela primeira vez no Mundial da Polônia, o Brasil se via sob grande pressão. Um dia depois da amarga derrota para a Polônia no tie-break, entrou em quadra sem alternativa: era ganhar ou dar adeus ao sonho de conquistar o quarto título seguido.

Os tricampeões do mundo mostraram força e venceram a partida pelo placar que precisava: 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/20 e 25/21. Com o resultado, a equipe assegurou um lugar nas semifinais da competição e aguarda agora o confronto entre poloneses e russos para saber se passará como primeiro ou segundo do Grupo H. Na outra chave estão França, Irã e Alemanha. A próxima fase será disputada no sábado, em Katowice. 


A dor que incomodava parecia ter dado uma trégua. Wallace voava em quadra. Era decisivo para abrir a vantagem de 16/13 para a seleção. Murilo, com uma proteção na coxa machucada, também voltava ao time. Contribuía com os passes e liderava a equipe. Do outro lado, o oposto Pavlov, com uma lesão na panturrilha ia para o sacrifício, mas não conseguia saltar como antes. Mas Muserskiy fazia os russos com seu saque forte (19/18). O empate não demoraria a chegar (20/20). O Brasil respondia imediatamente e fugia no marcador. Murilo subia na ponta e deixava o time a um ponto de levar a primeira parcial. Andrey Voronkov pedia tempo. Na volta, a Rússia evitava o fim do set, mas lamentava, logo em seguida, o erro no serviço de Apalikov: 25/22.


A passagem de Wallace no saque arrancava sorrisos dos companheiros. Dois aces. Mostrava que a sorte estava ao seu lado quando a bola batia na fita e caía caprichosamente do outro lado, para desespero dos adversários (6/4). Os russos iam voltando aos eixos graças a seu gigante. Muserskiy subia mais que o bloqueio brasileiro e conseguia a virada (13/12). Lucarelli tratava de colocar ordem na casa (16/15). Lucão se apresentava e garantia três pontos seguidos para a seleção (21/18).  Muserskiy continuava pecando no serviço e dava o tom do que era seu time naquele momento da partida. E Vissotto mostrava qual era o do Brasil: 25/20.


O terceiro set começava com a Rússia virando boas bolas, principalmente com Muserskiy e Pavlov. Spiridonov, o Tintim, provocava e tentava irritar os brasileiros. Os campeões olímpicos eram bons de briga. Murilo também. Se não podia saltar muito, ganhava pontos com inteligência. Falava o tempo todo, chamava o time. Ele e seus companheiros estavam com a faca nos dentes e determinados a vencer.


Começava então um rodízio de atacantes sedentos. Wallace, Lucarelli, Sidão e Lucão pontuavam de todos os jeitos. Até o bloqueio, que pouco apareceu nos dois primeiros sets, mostrou a sua cara. Foi usando e abusando do seu paredão que a seleção ficou a um ponto de selar a vitória. Sidão fez o 23º ponto, Murilo o 24º. Mas o triunfo veio com um toque de rede dos russos. Eles pediram o desafio, mas a imagem era clara: 25º ponto brasileiro e vaga na semifinal.

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