quinta-feira, 28 de Julho de 2011 10:28h Luciano Eurides

Brasil em ritmo de superação no mundial de Xangai

Ontem Felipe França Silva ganhou a medalha de ouro no mundial, após uma espera de três anos. Em 27s01 ele venceu os 50m peito e se tornou o quarto atleta do país a possuir uma vitória em 38 anos de história do Mundial dos Esportes Aquáticos. Ricardo Prado, César Cielo e Ana Marcela Cunha completam este time de campeões.


Na final dos 50 metros,Felipe enfrentou o campeão da prova de 100m do mesmo estilo, o norueguês Alexander Dale Oen, que terminou na quinta posição (27s43) e o vice-campeão no mesmo pódio, o italiano Fabrizio Scozzoli, que acabou levando a prata também nos 50m (27s17).


No degrau de bronze um velho conhecido, o sul-africano Cameron Van Der Burgh, campeão da distância no Mundial de Roma 2009, quando Felipe ficou com a prata, dono do recorde mundial e do melhor tempo da prova em 2010 (27s18) e 2011 (26s90). “Só tenho a agradecer a Deus por essa conquista. Eu, o P.C (biomecânico da CBDA, Paulo Marinho) e o Arilson (técnico) analisamos e estudamos cada milímetro dessas provas e deu certo. Estou muito feliz”, disse.


Para a delegação brasileira, Xangai está se tornando o símbolo da superação. Assim como Cielo e Ana Marcela, Felipe também conseguiu superar um momento ruim em solo chinês. Preparado para um grande resultado nos 100m peito, ele não passou bem no dia da semifinal e não entrou na decisão. Ao invés de desistir, decidiu partir com garra para o ouro na prova seguinte. “Nós crescemos como pessoas. Os erros que tivemos, eu e meu técnico (Arilson Silva), soubemos reconhecer e conseguimos nos aperfeiçoar não apenas na natação, mas como seres humanos. Consegui superar a mim mesmo. Acho que por isso Deus fez com que eu passasse por esse processo de perda, para depois conseguir a vitória”, contou.
 

César Cielo nadou a primeira etapa semifinal dos 100m livre e com o tempo de 48s34 ficou com a quinta marca para a final e sairá na raia dois. O primeiro tempo foi para o australiano James Magnussen (47s90), seguido pelo americano Nathan Adrian (48s05), o francês Willian Meynard (48s25) e o canadense Brent Hayden (48s30) . “Queria pegar a raia do canto pra sair do “bolo” dos caras e ninguém me ver – brincou – mas acho mesmo que o australiano é favorito. Vou é trazer um pouco mais de adrenalina pra subir algumas posições e arrancar mais uma medalhinha. Fisicamente estou bem, mas no final da preparação, nas últimas três semanas, minha cabeça estava em outro lugar e não dá pra recuperar tudo assim tão rápido. Aqui é um dia de cada vez e, bem, estou na briga”, disse.


Felipe França chegou para aumentar o número de douradas do Brasil na China. Sua conquista somada às vitórias de Ana Marcela Cunha na prova de 25 quilômetros, e de César Cielo nos 50m borboleta, mantém o Brasil em quarto lugar no quadro de medalhas do Mundial de Esportes Aquáticos.


Quadro de Medalhas


China – 29 (13-11-5)
Rússia – 14 (7-4-3)
Estados Unidos – 13 (5-4-4)
Brasil – 3 (3-0-0)
Itália – 7 (2-3-2)
França – 6 (2-2-2)
Austrália – 10 (1-7-2)
Alemanha – 11 (1-3-7)
Grécia – 3 (1-1-1)
Grã-Bretanha – 2 (1-1-0)
 

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