sexta-feira, 13 de Junho de 2014 04:50h Atualizado em 13 de Junho de 2014 às 06:20h.

Brasil vira para cima da Croácia no primeiro jogo da Copa

Com uma abertura rápida e simples a Copa do Mundo no Brasil começou.

A presidente, Dilma Rousseff, quebrou uma tradição de pelo menos 20 anos ao não discursar nesta quinta-feira, antes do primeiro jogo. Temendo vaias, ela evitou os microfones e teve o seu pronunciamento substituído por uma homenagem à paz, no centro do gramado do estádio Itaquerão, antes do início da partida entre Brasil e Croácia, em São Paulo.
Dilma Rousseff nem mesmo fez a declaração protocolar anunciando o início do Mundial. Em seu lugar, o locutor do estádio, responsável por anunciar escalações e trocas de jogadores durante a partida, fez o anúncio. "Declaramos aberta a Copa do Mundo."
A declaração foi feita segundos depois que três crianças vestidas de branco soltaram três pombas no centro do gramado, enquanto jogadores das duas seleções faziam um círculo. O pedido por paz e pelo fim da discriminação foi reforçado por imagens nos dois telões do estádio.
Apesar da mudança no protocolo da abertura, Dilma Rousseff não escapou das vaias. Ela recebeu apupos das arquibancadas no fim da cerimônia de abertura e momentos antes do lançamento das três pombas, quando os telões exibiram a sua imagem nas tribunas, vestindo um terninho verde com detalhes em amarelo. Ela estava ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

 

 

EM CAMPO
Um susto. A Croácia prometeu e surpreendeu o Brasil. Jogou a bola para dentro da área com o objetivo de ver o que acontecia e Marcelo colocou a bola para o fundo do gol defendido por Julio César. Gol contra que obrigava o time de Luís Felipe a jogar muito mais, e o fez.
Com um segundo tempo melhor e um time mais aguerrido os gols saíram. Com o brilho natural e empurrado pela torcida chegou-se à vitória. No segundo tempo, um gol de Neymar, em cobrança de pênalti duvidoso sobre Fred, e outro de Oscar, já nos acréscimos, garantiram o apertado triunfo verde-amarelo.
Com a virada, o Brasil largou bem no Grupo A, somando três pontos, enquanto a Croácia iniciou a Copa com zero. Nesta sexta-feira, Camarões e México, outros integrantes da chave, vão estrear na Arena das Dunas, em Natal (RN), às 13h. O próximo compromisso dos brasileiros será diante dos mexicanos, na terça-feira que vem, às 16h, no Castelão, em Fortaleza. Os croatas buscarão a reação contra os africanos, no dia seguinte, em Manaus.
Além disso, a virada sobre a Croácia ampliou a sequência positiva da Seleção Brasileira em estreias na Copa do Mundo. Desde 1982, na Espanha, quando bateu a antiga União Soviética por 2 a 1, o time verde-amarelo inicia participação no Mundial com triunfo. O Brasil não perde na primeira partida há 80 anos, desde o revés para a Espanha por 3 a 1, em 1934, na Itália. Não foi a exibição que a torcida esperava, mas o importante foi o resultado.

 

 

 

MANIFESTAÇÕES
Manifestantes contrários à realização da Copa do Mundo entraram em conflito nesta quinta-feira com a Polícia Militar em Belo Horizonte, uma das doze cidades-sede do Mundial. O protesto foi convocado por diversas organizações, entre elas o Comitê Popular da Copa, partidos políticos e sindicatos.
A manifestação teve início em frente à prefeitura da cidade. Horas depois, a situação ficou tensa quando os manifestantes chegaram à Praça da Liberdade, onde policiais militares faziam barreira para proteger o relógio que marcava a contagem regressiva para o início da Copa.
Adeptos da tática black bloc e policiais entraram em confronto no local, na região central da capital mineira. Bancos foram apedrejados e pedras foram lançadas contra policiais, que reagiram com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.
O integrante do Movimento Tarifa Zero, André Veloso, disse que dois ativistas podem ter sido detidos. A Agência Brasil tentou entrar em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais e com a Secretaria de Estado Extraordinária para a Copa do Mundo (Secopa-MG) para confirmar a informação, mas não foi atendida.
Segundo Veloso, o protesto denuncia violações de direitos na preparação da cidade para a Copa, como a situação dos feirantes que trabalhavam no entorno do Estádio do Mineirão e que perderam o local de trabalho a partir do início das obras para o Mundial.  “O ato critica toda a violência e o estado de exceção que está colocando para que a Copa aconteça”, acrescentou.

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