terça-feira, 29 de Julho de 2014 07:30h Atualizado em 29 de Julho de 2014 às 09:50h. Luciano Eurides

Busca por um lugar no futebol leva centenas de jovens atletas ao Farião

A chuva não foi empecilho para a apresentação de jovens atletas à observação atenta de treinadores e investidores.

A busca é a realização do sonho de jogar futebol profissionalmente. Esta apresentação é diferente, pois foi para a empresa Athletic Exchange English School.
Ela é uma empresa fundada em 2011 por Eduardo Alves, divinopolitano formado em administração nos Estados Unidos e também jogador bolsista fora do país. A empresa trabalha com o intercâmbio atlético e ao mesmo tempo com uma escola de inglês que capacita os alunos a terem a fluência da língua. Para participar do intercâmbio é necessário ser jogador amador, ter boas notas, se dedicar e estudar – para conseguir passar nas provas que são realizadas – e seguir o cronograma atlético e estudantil.
Esta é a primeira vez que a empresa realiza o observatório em Divinópolis, mas a Athletic Exchange já colhe frutos do seu trabalho fora do país. Em 2013, Ronaldo Teixeira, ex-jogador da base do Divinópolis Esporte Clube e aluno da empresa, recebeu 12 propostas de diversas universidades, mas optou pela Rocky Mountain College, com a qual fechou contrato por quatro anos no curso de Gerenciamento de Aviação e para trabalhar no futebol. Com a camisa 12, Ronaldo foi campeão estadual pelo colégio em dezembro do ano passado e agora se prepara para o campeonato nacional da Liga Naia.
Encontrar bons jogadores é uma tarefa difícil, hoje já se conta com uma profissão para isso, a dos olheiros. Nem sempre esse mecanismo humano é eficiente, há falhas. Escolhas erradas, craques passam despercebidos. A tarefa de Eduardo Alves é ainda mais complicada: além de encontrar bons jogadores é necessário haver a vontade de trocar o Brasil pelo Estados Unidos. Fatores emocionais sempre entram em cena.
Para um jogador de futebol, o sonho é estar entre os maiores, do Brasil e do mundo. O caminho natural destes desejos é a Europa. Os Estados Unidos não são a ambição maior, mas vêm se tornando uma alternativa real. Como conta o observador Luís, um paulista que há 16 anos está nos EUA. “Esses jogadores são avaliados e não é só jogar bola, vão para os EUA estudar. Jogar em outro país depende de um esforço da própria pessoa, são avaliados para um próximo ano, no caso 2015”, falou ele que pela primeira vez esteve na cidade. “Uma cidade bonita, estou gostando, sou paulista e trouxe a chuva. Espero poder ajudar estes garotos”, declarou.
Para o jogador, Luís Felipe, hoje, no Flamengo, todas as oportunidades devem ser buscadas para quem está no futebol. Neste caso, são duas oportunidades: jogar e estudar. “Quem está no futebol não pode deixar nenhuma oportunidade passar, é necessário desapegar da família e se entregar. sempre fui bom aluno, não teria dificuldades para estudar lá”, avaliou.
O atleta, Felipe Alexandre, também do Flamengo, já define a situação como diferente. “É necessário ver com a família, não é uma decisão apenas do atleta, envolve muita coisa”, disse.

 

 

Créditos: Luciano Eurides

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