terça-feira, 26 de Julho de 2016 14:01h Luciano Eurides

Cacôco é o campeão do Campeonato Rural 2016

O Cacôco sagrou-se campeão da 31ª edição do Campeonato Rural de Divinópolis depois de vencer a equipe do Quilombo por 3x1, na manhã de domingo, no estádio do Pedregal, em Santo Antônio dos Campos (Ermida)

POR LUCIANO EURIDES

luciano.eurides@gazetaoeste.com.br

 

 

Quilombo foi o vice-campeão e Inhame ficou com o troféu disciplina. Uma partida muito bem disputada, onde, no primeiro confronto, o empate sem gols deixou as duas equipes em condições de conquistar o título com uma vitória simples. Isso ficou bem claro no esquema de jogo montado pelo Cacôco. Com uma marcação muito forte no meio-campo, o time tentava destruir as jogadas do Quilombo e, se possível, usar a velocidade do ataque. Isso ocorreu logo no início da partida, quando Gustavo Laginha abriu o marcador. Um erro na saída de bola do Quilombo e também de marcação, pois o artilheiro da competição não poderia ficar à vontade para marcar. A equipe do Cacôco continuou tendo melhor qualidade na saída de bola.

 

 

O time do Quilombo até teve volume de jogo, mas dependia de fazer a bola girar pelas laterais, separando a dupla Motinha e Romarinho, muito bem postados à frente da área e ainda Mantena no meio-campo, ele é um excelente marcador. Tanto que houve a oportunidade de gol para o Quilombo, quando Gambá se viu de frente com Anderson e o goleiro (melhor da competição) fez mais uma grande defesa.

A equipe do Cacôco, no intervalo do jogo, se cobrou em fazer o segundo gol para ter mais tranquilidade e então tentar a posse de bola, e assim o fez, com Douglas Cachorrão, ele fez o segundo gol da equipe treinada por Alessandro Escapamentos e seria o da tranquilidade, mas, logo depois, Pablo Nelito colocou a mão na bola dentro da área, pênalti marcado e cobrado por Júnior Marçal, o Quilombo precisava então de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis.

 

 

 

Sem ser repetitivo, mas a formação de meio-campo do Cacôco era realmente espetacular. A marcação fechava muito bem, saía com a bola dominada e os zagueiros tinham plenas condições de desfazer as tentativas de infiltrações, especialmente dos atacantes do Quilombo (Tom e Kenedy), estes não conseguiam levar vantagem, tentava-se o chute de longe, mas sem vencer o bom goleiro Anderson. A saída desesperada do Quilombo nos minutos finais deixou Motinha sair da marcação, tentar o ataque e fazer o gol, último da conquista do título.

Equipe de melhor campanha da fase de classificação, o Cacôco fez 24 pontos em 10 jogos. Venceu sete partidas e não sofreu nenhuma derrota na Chave A. A equipe fez 23 gols e sofreu cinco. Já o Quilombo, vice-campeão da competição deste ano, ficou em terceiro também na Chave A na fase de classificação. Com 11 pontos, fez 9 gols, sofreu 13 e terminou com saldo negativo de quatro.  O Quilombo teve duas vitórias, cinco empates e duas derrotas.

 

 

 

Além de vencer a competição, o Cacôco também teve o artilheiro Gustavo de Oliveira Marques, com seis gols; melhor goleiro, Anderson Gomes de Araújo; e Wagner como melhor técnico. O jogador destaque da competição foi Antônio Carlos Correa, do Quilombo, e a revelação da competição foi Lucas Lander Ferreira, dos Costas. A equipe do Inhame foi a mais disciplinada. Ao todo, a competição registrou 97 gols, com média de 2,43 por rodada.

O atleta Anderson, da equipe do Cacôco, foi escolhido o melhor goleiro da competição pela quarta vez. Segundo ele, a meta era se igualar ao irmão, Alessandro, e já conseguiu. “Acho que vai ser a última, minha idade já não permite tanto, tenho 39 anos, estou empatado com meu irmão e a rivalidade em casa é muito grande, agradeço a todos e o troféu é de todo o grupo, que jogou muito bem”, disse.

 

 

 

O treinador Alessandro falou sobre a escolha dos jogadores e esse foi o elemento essencial para a conquista do título. “Corremos atrás dos elementos certos, tivemos o cuidado em ver quem é da roça ou não e no final deu tudo certo”, falou.

O jogador Motinha, autor do terceiro gol, falou da alegria em ser campeão. “Foi muito importante meu gol, já estava ficando apertado, eles já tinham feito um gol e o gol por mim marcado serviu para dar um alívio, merecemos ser campeões, para nosso lado teve bom, dificultamos para o adversário, que jogou bem e mostrou por que estava na final”, contou.

 

 

 

A premiação deste ano apontou Lucas Leander, da equipe dos Costas, como atleta revelação. Ele, que é nascido em 99, jogou no Flamengo do Mendes Mourão e na base do Guarani, e falou da surpresa em ter sido lembrado pela organização. “Foi a primeira vez que tive a oportunidade de jogar, não sabia dessa premiação, foi uma surpresa para mim e a diferença da base para o rural existe, mas fiz um grande trabalho pelos Costas, a pegada é diferente e dão a vida dentro de campo”, falou e ainda confirmou a ida dele para a equipe do União Curriria para a disputa do amador.

O artilheiro da competição é Gustavo Laginha, com seis gols na competição, ele falou da importância de todas as conquistas. O jogador tem optado por competições fora da cidade e, segundo ele, tem valido a pena. “Sempre bom, já que é uma competição tradicional, ficamos com um time forte, a equipe do Quilombo é muito boa e foi uma final justa, em Divinópolis, os campeonatos são disputados e a cobrança é grande, quem joga na frente sofre mais cobranças. Em outras cidades, tem valido a pena ir e devem sempre ir lá e ver a organização”, comentou.

 

 

O zagueiro Toninho, da equipe do Quilombo, recebeu o troféu destaque do campeonato rural 2016, ele, hoje com 47 anos, se diz surpreso. “A dupla de zaga, eu e Atila, somando, chega a 99 anos e foi suficiente para correr, chegar e em uma competição que teve um nível melhor que no ano passado, e ano que vem estou novamente na busca pelo prêmio”, confirmou.

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