sábado, 4 de Agosto de 2012 10:17h Luciano Eurides

Chances de medalhas de ouro diminuem a cada dia

Seleção feminina, César Cielo e outras esperanças de medalhas de ouro brasileiro ficam pelo caminho. Resta o melhor, os homens mostrarem ao mundo, que o Brasil é o país do futebol.

Seleção feminina, César Cielo e outras esperanças de medalhas de ouro brasileiro ficam pelo caminho. Resta o melhor, os homens mostrarem  ao mundo, que o Brasil é o país do futebol.

 


Dono do recorde olímpico e mundial, conquistados ainda no tempo do macacão tecnológico, Cesar Cielo (21s59) ficou com o bronze, enquanto Bruno Fratus (21s61) foi o quarto nos 50 metros livre. O ouro ficou com o francês Florent Manaudou (21s24), com a prata para o norte-americano Cullen Jones (21s54).

 


Depois da tristeza pelo sexto lugar nos 100 metros na quarta-feira, prova que havia conquistado o bronze em Pequim 2008, Cielo havia prometido recolocar ordem nas coisas naquela que é sua prova favorita. Na semifinal, viu o falastrão australiano James Magnussen ficar para trás e sequer chegar à final. Mas nesta sexta não conseguiu fazer o seu melhor nado e conquistou o bronze. Por pouco ainda não viu cair seu recorde olímpico da prova.

 


No último dia de eliminatórias da natação nos Jogos de Londres, o Brasil não conseguiu passar das eliminatórias. Graciele Herrann, 20 anos e caçula da equipe de natação do Brasil, terminou em 22º lugar nos 50m livre (7ª colocada na série 8), com 25s44; e  o revezamento 4x100m medley ficou na 15ª posição (8º colocado na 1ª série), com 3m37s00. O medalhista de prata Thiago Pereira abriu o reveza brasileiro em sua última caída na água em Londres.
No duelo entre Marta, eleita por cinco vezes a melhor jogadora do mundo, e Homare Sawa, a atual melhor do planeta, deu a japonesa. Em partida pelas quartas de final do torneio de futebol feminino, a seleção brasileira foi derrotada por 2 a 0 pelo Japão e se despediu dos Jogos Olímpicos Londres 2012.

 


A equipe brasileira feminina de tênis de mesa foi eliminada de Londres 2012 sem ganhar um game sequer. Nas três partidas disputadas na manhã desta sexta-feira, 3 de agosto, no Excel North Arena 1, o Brasil perdeu para a Coreia do Sul por 3 a 0.

 

NEYMAR É A SALVAÇÃO

 


A experiência de Mano Menezes em fases de mata-mata como técnico da seleção brasileira é curta, mas marcante. E péssima. Foi um jogo só, contra o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América do ano passado, e o gaúcho amargou a eliminação na disputa por pênaltis. Foi um dos momentos mais embaraçosos da história da seleção, que errou todas as cobranças que executou. Agora que está de novo em uma etapa eliminatória - enfrenta Honduras hoje, às 13 horas (de Brasília), pelas quartas de final da Olimpíada de Londres.

 


O treinador diz que a receita para não cair no mata-mata é manter o estilo de jogo da fase de classificação. Segundo Mano, para qualquer time existe uma tendência de ser mais conservador em um jogo eliminatório, mas ele diz que isso pode ser prejudicial para a seleção. "A primeira fase ainda permite arriscar mais, pois é possível perder um jogo e ainda continuar na disputa", argumentou o técnico. "No mata-mata o custo é muito alto, mas não quero que a minha equipe perca a capacidade de arriscar."

 


Por mais que valorize a Olimpíada, torneio que pode ser decisivo para seu futuro na seleção, é inegável que Mano nunca tira da cabeça a Copa do Mundo de 2014. E como muitos dos jogadores que estão no torneio olímpico certamente disputarão o Mundial, o técnico está convencido de que é preciso jogar de maneira ousada agora porque daqui a dois anos, atuando no Brasil, será impossível adotar uma postura conservadora quando o mata-mata chegar. "Essa equipe precisa ter a capacidade de jogar com risco alto, até mesmo pensando no que virá pela frente", disse o técnico, obviamente se referindo à Copa do Mundo.
 

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