sábado, 18 de Abril de 2015 05:21h

Clássico será com força máxima

A delegação do Atlético desembarcou no Aeroporto de Confins na tarde desta quinta-feira após mais de 12 horas de viagem do México, onde o time perdeu por 1 a 0 para o Atlas, pela Copa Libertadores

Na bagagem, além da derrota, o técnico Levir Culpi traz a preocupação quanto à utilização do lateral-direito Marcos Rocha para o próximo jogo: o clássico contra o Cruzeiro, domingo, às 16h, no Mineirão, pelo segundo duelo das semifinais do Campeonato Mineiro.
Com dores no tornozelo direito por causa de uma entorse sofrida ainda no primeiro clássico, na semana passada, Marcos Rocha chegou a viajar para o México, mas não foi aproveitado. Durante toda a estada alvinegra em Guadalajara, o lateral ficou em tratamento intensivo e vai continuar a recuperação nos próximos dias. No desembarque, o jogador andava mancando e ainda é dúvida para domingo.
O médico Rodrigo Lasmar mostrou certo pessimismo quanto à presença do lateral-direito no clássico. “Vai ser avaliado, está em tratamento, veio tratando durante o voo, mas o tempo é curto. Já foi curto para esse jogo, mas temos mais dois ou três dias para tentar recuperar. É difícil, o prazo realmente é pequeno, mas nós vamos fazer todo o possível. Não podemos adiantar nada. Ele só vai jogar se tiver condições. Isso só será feito no último momento, em uma avaliação definitiva”, declarou.
Se Marcos Rocha não puder entrar em campo contra o Cruzeiro, o técnico Levir Culpi terá que utilizar novamente o contestado Patric, que ainda não correspondeu desde o seu retorno ao Atlético no início da temporada. Como empatou a primeira partida, no Independência, o Atlético precisará vencer para avançar à final do Campeonato Mineiro. O time alvinegro entrou nas semifinais em desvantagem por ter ficado atrás do Cruzeiro na fase de classificação.

Cruzeiro
O técnico Marcelo Oliveira terá à disposição um importante reforço para escalar o Cruzeiro na partida de volta das semifinais do Campeonato Mineiro. Depois de ter sido poupado no meio de semana, o meia Alisson treinou normalmente nesta quinta-feira e se disse pronto para encarar o Atlético, domingo, às 16h, no Mineirão. “Estou 100%. Acho que foi um descanso que me deram por precaução mesmo. Fui apenas poupado do jogo, não teve nada de lesão. Mas, graças a Deus, hoje já treinei normalmente, não senti nada e até fiz alguns gols. Se o professor optar por mim no clássico, estarei pronto para ajudar”, disse.
Alisson ficou de fora da derrota por 3 a 1 para o Huracán na terça-feira, na Argentina, pela Libertadores. O meia sentia dores musculares e ficou no Brasil realizando trabalhos leves para que elas não se transformassem em lesão. Agora, se mostrou animado para o clássico, no qual o Cruzeiro precisa apenas de um empate para avançar à decisão. “Nosso time vai muito forte para esse jogo, principalmente ao lado da nossa torcida. Jogando no Mineirão nossa equipe se motiva ainda mais e, com o apoio dos torcedores durante os 90 minutos, tenho a certeza de que faremos uma boa partida e conseguiremos dar essa classificação para eles”, comentou.
Mas Marcelo Oliveira ainda pode ter outros reforços para a partida. O atacante Marquinhos se recuperou de uma lesão muscular, está em reta final na preparação física e é dúvida. O jovem Judivan, que está com a seleção sub-20, também pode ser liberado para integrar a equipe.


POLÊMICA
O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado de Minas Gerais entrou nesta quinta-feira com um pedido de liminar na 22ª Vara da Justiça de Trabalho de Belo Horizonte solicitando a antecipação do clássico entre Cruzeiro e Atlético, pela semifinal do Campeonato Mineiro, deste domingo para sábado. A ação partiu após contato do zagueiro Paulo André – sob a aceitação do grupo de jogadores da Raposa – com a entidade, que entrou com representação contra a Federação Mineira de Futebol (FMF), a Rede Globo e o próprio clube celeste. No entanto, a juíza substituta Rafaela Campos Alves indeferiu a solicitação.
A entidade, que representa os jogadores, pedia que fosse respeitado o período mínimo de 60h de descanso entre uma partida e outra, conforme previsto no artigo 25 do Regulamento Geral das Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O imbróglio surgiu porque o Cruzeiro terá que enfrentar o Atlético no domingo, pelo Estadual, e o Universitario Sucre-BOL, na terça-feira, pela Copa Libertadores.
Em seu argumento, a magistrada alegou que o Cruzeiro tinha conhecimento das tabelas dos campeonatos desde o início do ano e também já sabia que os jogos aconteceriam nas datas determinadas. Além disso, a juíza Rafaela Campos Alves ressaltou que o clube celeste possui 30 jogadores no elenco, o suficiente para fazer o revezamento de atletas. “Basta usar todo o elenco para que seja possível que o time entre em campo com jogadores diferentes nos jogos que estão por vir, respeitando o alegado prazo de 60 horas entre duas partidas, deixando, assim, de serem os atletas expostos a qualquer risco.”
Por fim, a juíza citou o intervalo de mais de 90 horas entre o jogo diante do Huracán, na Argentina, pela Copa Libertadores, e o clássico contra o Atlético, domingo, pela semifinal do Campeonato Mineiro. Desta forma, segundo ela, a data do duelo pelo Estadual não fere o prazo mínimo de 60 horas de descanso. A ilegalidade está na data do confronto pelo torneio continental “cujo adiamento deve ser pretendido em esfera própria.”
O Cruzeiro, no entanto, já havia solicitado na semana passada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) o adiamento do jogo contra o Universitario Sucre de terça para quarta-feira. O pedido foi feito com o auxílio da FMF e da CBF, mas a entidade não aceitou a mudança da data.

LEIA A ÍNTEGRA DA SENTENÇA:
"Trata-se de processo ajuizado por SINDICATO DOS ATLETAS DE FUTEBOL NO ESTADO DE MINAS GERAIS, em face de CRUZEIRO ESPORTE CLUBE, FEDERAÇÃO MINEIRA DE FUTEBOL e GLOBO E COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S.A. - TV GLOBO, requerendo antecipação do clássico Atlético X Cruzeiro marcado para o dia 19.04.2015.
Pois bem.
Os clubes de futebol foram cientificados da tabela dos campeonatos no início do ano de 2015, sendo que desde então tinham ciência dos jogos que seriam realizados.
Tanto é assim que o primeiro réu inscreveu trinta atletas para a Copa Libertadores, conforme divulgado em 20.02.2015 (http://www.cruzeiro.com.br/index.php?section=conteudo&id=6286).
Com o elenco de trinta jogadores, é possível que sejam realizados jogos seguidos com escalação diferente, não sendo necessário que os mesmos empregados participem de todas as partidas designadas.
Repito, estando inscritos trinta atletas nas competições, basta usar todo o elenco para que seja possível que o time entre em campo com jogadores diferentes nos jogos que estão por vir, respeitando o alegado prazo de 60 horas entre duas partidas, deixando, assim, de serem os atletas expostos a qualquer risco.
Ainda, vale lembrar que os clubes de futebol possuem setor de fisiologia com alta tecnologia, havendo, desta forma, meios de precaver lesões por excessos.
Não bastasse, tem-se que os atletas do primeiro réu entraram em campo pela última vez no dia 14.04.2015, ou seja, mais de 90 horas antes do jogo que se pretende antecipar, tendo sido respeitado o alegado período de 60 horas".
Destarte, na hipótese, o jogo entre o Atlético Mineiro e o primeiro réu está legalmente marcado para o domingo dia 19.04.2014, sendo que eventual ilegalidade diria respeito ao jogo internacional, cujo adiamento deve ser pretendido em esfera própria.
Por tais razões, sendo possível o respeito ao período de tempo de 60 horas entre cada partida assegurado aos atletas, indefiro a liminar pleiteada e mantenho a data designada para o jogo entre Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube.
Belo Horizonte, 16 de abril de 2015.”

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