sábado, 9 de Junho de 2012 08:17h Luciano Eurides

Clubes pressionam CBF para o início das Séries C e D

Sem ações definitivas, por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para inicio das Série C e D, alguns times que disputam a Série D do nacional se reuniram em Florianópolis-SC, para pressionar a instituição por um inicio imediato da competição.

 

Como a competição está há mais de dez dias adiadas os times começam a acumular prejuízos como a folha salarial do elenco, que está recebendo para treinar e jogar amistosos. Com isso os clubes não conseguem rendas necessárias para cobrir as despesas financeiras, que variam entre R$ 200 e 300 mil, em sua maioria. O anfitrião da reunião será o presidente do Metropolitano-SC, Erivaldo Caetano Junior, que chegou a cogitar a desistência da competição caso o adiamento se alongue.

 


Antes, foi a vez dos clubes da Série C se reunirem, mas com representantes da CBF. Mas apesar do desespero dos clubes prejudicados com o empate judicial entre Rio Branco-AC, Brasil-RS, Santo André-SP e Treza-PB, a instituição não foi capaz de chegar a uma solução para o problema. Segundo o diretor de futebol do Santo André, Sérgio Prado, "é 100% certo de que as competições não terão início neste final de semana".

 


Com isso, alguns clubes devem anunciar a desistência das competições, já que sem receita fica praticamente impossível manter os elencos com cerca de 25 atletas. O Guarany de Sobral já anunciou que desistirá da Série D caso o imbróglio não seja resolvido. Na Série D, o presidente do Gurupi-TO, Wilson Castilho, disse que vai esperar mais uma semana até o dia 17 para decidir se permanece ou não na competição, já que os gastos estão ultrapassando os R$ 100 mil.

 

Mesmo tendo ciência dos problemas que os clubes enfrentam com o adiamento das competições, o presidente da CBF, José Maria Marín não parece muito preocupado com uma rápida resolução caso. Durante as duas horas de entrevista ao programa 'Bem, Amigos', sob o comando do Galvão Bueno, na Sportv, nesta segunda-feira, o mandatário se limitou a dizer que a instituição está dando apoio aos clubes com sete bolas por jogo, viagem de avião (para até 25 jogadores em viagens com mais de 750km), e outras coisas que não servirão de nada se o problema do adiamento não for resolvido, assunto que não foi comentado por Marín no programa.

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