terça-feira, 15 de Setembro de 2015 13:47h

Com base mineira, Seleção chegou perto da final

Sob nova direção – o almirante Heleno Nunes substituiu João Havelange –, a CBD recorreu a um velho expediente para a disputa da Copa América de 1975

Armou uma Seleção formada por jogadores de clubes de Minas Gerais, que contava com o goleiro Raul, o lateral Nelinho, o tricampeão mundial Wilson Piazza, o atacante Palhinha e o experiente Dirceu Lopes, reforçada pelos zagueiros Luiz Pereira, do Palmeiras; Amaral, do Guarani de Campinas; o meia Geraldo, do Flamengo, e o atacante Roberto Dinamite, do Vasco. O téncico foi Oswaldo Brandão, gaúcho radicado em São Paulo - uma equipe quase nacional, enfim, como exigia a Confederação Sul-Americana.

O time de Oswaldo Brandão obteve duas vitórias sobre a Argentina. No Mineirão, o destaque ficou para Nelinho, que marcou os dois gols da vitória brasileira. A outra vitória ocorreu em plena Rosário: o Brasil venceu por 1 a 0, gol marcado por Danival. As outras duas vitórias foram sobre a frágil Venezuela. A Seleção marcou 13 gols em quatro jogos.

Para a disputa das semifinais o adversário foi o Peru e o improvável acabou ocorrendo. O Peru venceu por 3 a 1 no Mineirão e o Brasil por 2 a 0 em Lima, provocando o sorteio para definir o finalista, que por mais estranho que possa parecer estava previsto no regulamento e foi levado adiante pela filha do presidente da Sul-Americana, o peruano Teofilo Salinas. Por mero acaso, a bolinha escolhida era vermelha e branca e tinha a letra P. A Copa América ficava para a próxima.

OS JOGOS

- 30/07/1975

BRASIL 4 x 0 VENEZUELA

Competição: Copa América

Local: Estádio Universitário, em Caracas (Venezuela). Público: 20.000 espectadores.

Árbitro: Rafael Laboro (Peru). Assistentes: Rafael Hormazábal Diáz (Chile), Mario Lorenzo Canessa García (Colômbia).

Cartão Amarelo: Romeu, Nelinho.

Gols: Romeu, aos 23; Danival, aos 53; Palhinha, aos 82; Palhinha, aos 88.

BRASIL: Raul, Nelinho, Vantuir, Wilson Piazza e Getúlio; Wanderley e Danival; Roberto Batata, Campos (Palhinha, aos 67), Marcelo (Reinaldo, aos 86) e Romeu. Treinador: Oswaldo Brandão.

VENEZUELA: Colmenares, Ochea, Castro (Vásquez, aos 46), Marquina e Torres; Useche e Mendoza; Paez, Rivas (Acurzio, aos 45), García e Iriarte (Flores, aos 35). Treinador: Jose Walter Roque.

- 06/08/1975

BRASIL 2 x 1 ARGENTINA

Competição: Copa América.

Local: Estádio Governador Magalhães Pinto “Mineirão”, em Belo Horizonte (MG). Público: 71.718 espectadores.

Árbitro: Ramón Ivanoes Barreto Ruiz (Uruguai). Assistentes: Edison Pérez Nuñez (Peru), Alberto Martínez González (Chile).

Gols: Asad (falta), aos 10; Nelinho (falta), aos 31; Nelinho (pênalti), aos 55.

BRASIL: Raul, Nelinho, Wilson Piazza, Amaral e Getúlio; Wanderley, Danival e Marcelo (Palhinha, aos 46); Roberto Batata, Campos (Dirceu Lopes, aos 78) e Romeu. Treinador: Oswaldo Brandão.

ARGENTINA: Gatti, Pavoni, Pavón, Rebottaro e Killer; Asad, Gallego e Ardilles (Zanabria, aos 57); Boveda (Valdano, aos 57), Luque e Kempes. Treinador: César Luis Menotti.

- 13/08/1975

BRASIL 6 x 0 VENEZUELA

Competição: Copa América.

Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Público: 31.870 espectadores.

Árbitro: Carlos Rivero Angeles (Peru). Assistentes: Mario E. Lira González (Chile), Roque Tito Cerullo (Uruguai).

Gols: Roberto Batata, aos 6; Nelinho (falta), aos 9; Danival, aos 27; Campos (cabeça), aos 53; Palhinha (cabeça), aos 65; Roberto Batata, aos 77.

BRASIL: Raul, Nelinho, Luiz Pereira, Amaral e Getúlio; Wanderley e Danival; Roberto Batata, Campos, Marcelo (Palhinha, aos 46) e Romeu (Joãozinho, aos 70). Treinador: Oswaldo Brandão.

VENEZUELA: Arizaleta, Ochea, Useche, Marquiñá e Orlando Torres; González e Acurzio; Mendoza, Rivas (Rubén Torres, aos 46), Iriarte e Paez. Treinador: Walter Roque.

- 16/08/1975

BRASIL 1 x 0 ARGENTINA

Competição: Copa América.

Local: Estádio Gigante de Arroyto Cardiviola, em Rosário (Argentina). Público: 32.904 espectadores.

Árbitro: Carlos Robles Robles (Chile). Assistentes: Cezar Orozco Guerrero (Peru), Jose Luis Martínez Bazán (Uruguai).

Gol: Danival, aos 45.

BRASIL: Raul, Nelinho, Luiz Pereira, Amaral e Getúlio; Wanderley, Danival e Palhinha; Roberto Batata, Campos e Romeu (Reinaldo, aos 60). Treinador: Oswaldo Brandão.

ARGENTINA: Gatti, Pavoni, Killer e Rebottaro; Killer, Gallego, Zanabria e Ardilles (Asad, aos 57); Boveda, Luque e Kempes. Treinador: César Luis Menotti.

- 30/09/1975

BRASIL 1 x 3 PERU

Competição: Copa América.

Local: Estádio Governador Magalhães Pinto “Mineirão”, em Belo Horizonte (MG). Público: 22.412 espectadores.

Árbitro: Miguel Angel Comesaña (Argentina). Assistentes: Carlos Robles Robles (Chile), Ramón Ivanoes Barreto Ruiz (Uruguai).

Cartão Amarelo: Ramírez.

Gols: Casaretto, aos 19; Roberto Batata, aos 54; Cubillas (falta), aos 82; Casaretto, aos 88.

BRASIL: Raul, Nelinho, Miguel, Wilson Piazza e Getúlio; Wanderley e Geraldo (Zé Carlos, aos 46); Roberto Batata, Palhinha, Roberto Dinamite (Reinaldo, aos 46) e Romeu. Treinador: Oswaldo Brandão.

PERU: Sartor, Soria (Navarro, aos 62), Meléndez, Chumpitáz e Díaz; Ojeda e Quesada; Ramírez, Casaretto, Cubillas e Oblitas. Treinador: Marcos Calderón Medrano.

- 04/10/1975

BRASIL 2 x 0 PERU

Competição: Copa América.

Local: Estádio Alejandro Villanueva, em Lima (Peru). Público: 45.000 espectadores.

Árbitro: Arthur Ithurralde (Argentina). Assistentes: Omar Delgado Gomez Piedrahita (Colômbia), Juan Silvagno Cavanna (Chile).

Cartão Amarelo: Cubillas, Romeu, Palhinha, Wilson Piazza.

Gols: Meléndez (contra), aos 10; Campos, aos 62.

BRASIL: Waldir Peres, Nelinho, Vantuir, Wilson Piazza e Getúlio; Wanderley e Zé Carlos e Geraldo (Palhinha, aos 53); Roberto Batata, Campos (Roberto Dinamite, aos 70) e Romeu. Treinador: Oswaldo Brandão.

PERU: Sartor, Soria, Meléndez, Chumpitáz e Díaz; Quesada e Percy Rojas; Ramírez (Ojeda, aos 50), Casaretto, Cubillas e Oblitas (Ruiz, aos 58). Treinador: Marcos Calderón Medrano.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.