quarta-feira, 24 de Outubro de 2012 10:54h Gazeta do Oeste

Contrato azul não é exclusivo

A declaração do presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, a respeito do contrato firmado entre a Raposa e a Minas Arena, concessionária que administra o Mineirão, deixou algumas dúvidas no ar. O mandatário cruzeirense deu a entender que os celestes terão mais privilégios que outros clubes do Estado que também quiserem fechar acordo para mandarem suas partidas na nova arena, a partir de 2013. Mas não é assim.

 

"A condição que for ofertada a um clube ou interessado deve ser ofertada a todos os demais interessados", informou o advogado Jarbas Lacerda, através de uma análise feita por ele e que foi divulgada via Twitter.

 

Em outras palavras, tudo que o Cruzeiro diz constar em seu contrato com a concessionária terá de ser oferecido a outras agremiações que também alimentarem o interesse em jogar no Gigante da Pampulha.

 

Segundo o presidente da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares, o clube celeste terá no Mineirão bar temático, loja do Cruzeiro e um espaço para um memorial do time. Além disso, a agremiação receberá parte da arrecadação das bilheterias e do estacionamento nos dias de suas partidas.

 

Outras equipes do futebol mineiro poderão fazer um contrato de uso do Mineirão nos mesmos moldes. É o caso do Atlético, que já possui um acordo de exploração do Independência com a BWA.

 

Por meio de sua assessoria, a diretoria do Atlético afirmou que não vai se pronunciar sobre a assinatura de um futuro contrato com a Minas Arena. Somente quando houver algo concreto, o clube informou que vai falar sobre o assunto.

 

O alvinegro chegou a negociar com a empresa para mandar seus maiores jogos no Mineirão. O presidente Alexandre Kalil se reuniu com o diretor-presidente da Minas Arena, Ricardo Barra, e com o então secretário extraordinário da Copa do Mundo em Minas Gerais, Sergio Barroso, mas não houve acordo.

 

Se firmar contrato com o Mineirão, o Galo terá que alternar o mando de seus jogos, já que firmou parceria comercial, por dez anos, com a BWA, empresa que gere a Arena Independência e com a qual divide lucros e despesas neste período.

 

 

 

 

 

 

 

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