quarta-feira, 24 de Junho de 2015 10:34h

Copa América rende muito bem ao bolso dos jogadores

Como sempre acontece em ocasiões em que a Seleção Brasileira se reúne por períodos mais longos, alguns jogadores podem ir para casas novas após a participação da Copa América

A Europa se prepara para uma nova temporada e pelo menos dois atletas que estão no Chile e que jogam em times do continente podem trocar de clube: Miranda e Roberto Firmino. E Robinho, em negociação para renovar com o Santos, interessa ao mexicano Querétaro.
A ida de Miranda para a Internazionale, aliás, é dada como certa. O clube italiano teria acertado a contratação do zagueiro que atuou nas últimas quatro temporadas pelo Atlético de Madrid por 15 milhões de euros (cerca de R$ 52,5 milhões).
Miranda não se pronunciou sobre a transação. Disse, há duas semanas, não poder se falar por ter mais um ano ainda de contrato com o time espanhol. Sabe-se, porém, que a comissão técnica da Seleção pediu aos jogadores que evitem falar de temas que não estejam relacionados com a disputa da Copa América. Claro que os atletas vivem em constante contato com seus representantes, mas têm preferido não falar do futuro.
O interesse do Querétaro por Robinho é recente. Deu-se a partir da saída de Ronaldinho Gaúcho. O atacante ainda tenta entrar em acordo com o Santos e, segundo se comenta, não gostaria de ir para o futebol mexicano.
Já em relação a Firmino, é quase certo que vai trocar o pequeno Hoffenheim, da Alemanha, por um time top da Inglaterra. Liverpool, Manchester United e Manchester City estão na briga pelo jogador. O time de Liverpool, aliás, fez oferta de 25 milhões de euros (R$ 88 milhões) e vai propor ao jogador contrato de cinco anos e está em vantagem na corrida.
No “Alô, parceiro”, os jogadores voltam à infância e às lembranças do convívio com os primeiros amigos, daqueles que ficam para a vida toda. Principalmente os jogadores que atuam no futebol europeu e deixaram o Brasil ainda jovens. Partiram cedo, mas não esqueceram os parceiros do início da vida, com que dividiam as alegrias e dificuldades.
Como é o caso de Roberto Firmino, que está há muito tempo na Alemanha. Nascido e criado no bairro do Trapiche, em Maceió, ele não esquece aqueles que eram seu “fechamento", tanto nas peladas de rua, correndo e chutando no paralelepípedo, como no campinho em frente às casas em que moraram. “A gente jogava bola na rua mesmo, e sempre um arrancava o dedão do pé. Andávamos juntos também, é uma amizade que nunca mais se esquece”, disse.
Firmino estudou em dois colégios no Trapiche, em Maceió. Primeiro, no Colégio Tarcísio de Jesus e depois no Colégio Caíque. Deste tempo, ele lembra também de uma professora que marcou sua infância. “A professora Márcia, de Português. Era muito boa com a gente”. Firmino é cria do Trapiche. Mesmo consagrado profissionalmente, com um uma vida confortável em Hoffenhein, na Alemanha, o bairro e os amigos Deda, Bruno, Juca, Neto e outros não saem da vida dele. Estão no seu coração.

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