sábado, 16 de Maio de 2015 08:07h Luciano Eurides

Copão Interlagos será encerrado amanhã

A organização definiu para amanhã a grande final do Copão Interlagos. O jogo reúne Sevilha e União Desportivo, marcado para as 10h, no Centro Social Urbano (CSU)

O Copão Interlagos nasceu com o objetivo de divulgar o CSU, espaço público para a prática esportiva. Mas apresentou mais defeitos do que antes da reforma, ainda não promove lazer entre equipes de futebol amador.
O Sevilha, dono da casa, chegou à grande final depois de muita polêmica. Foi uma trilogia a saga da equipe finalista. Na fase de classificação, quando o time enfrentou pela primeira vez o Canabis, vencia de 3 a 2 quando as luzes do estádio se apagaram. O organizador e diretor do Sevilha é enfático em afirmar que a iluminação não permanece ligada, ficando por alguns minutos apenas. Segundo ele, é uma falha no sistema e independe dele. Mas na queda da iluminação houve agressão à arbitragem e muita confusão.
No segundo episódio, já na última rodada da fase de classificação, o Valência venceu o Napoli. Nesse resultado, questionado pelo Napoli, o Sevilha se classificou para a semifinal. Para os jogadores do Napoli, o gol foi de mão. No terceiro capítulo, a classificação em cima do Canabis. Segundo os atletas da equipe melhor classificada na competição, houve de tudo para o Sevilha se classificar. A equipe teve dois gols anulados para a decisão ser nas cobranças de penalidades. O time, jogando em casa, provavelmente não terá a torcida a seu favor, pois há uma corrente envolvendo os desclassificados em torcer para o União Desportivo.
O União Desportivo é o antigo Curriria do Bairro Planalto. O time venceu uma competição no Planalto, cresceu, foi para o amador, no qual chegou muito bem. Na experiência fora de seus domínios já se apresenta finalista. O time cresce a cada competição e está motivado a conquistar o título. Perdeu Digdal, porque o atacante fraturou o braço dentro do Copão Interlagos. Encontrou em Kelven a força ofensiva.
De um histórico recheado de polêmicas, de mitos e verdades, a final promete ser intensamente disputada na bola. A qualidade dos jogadores garante um jogo técnico, intenso, mas na criatividade. Michel Dias no meio campo do Sevilha e Paulo Henrique volante do União, Ricardinho no comando de ataque do Sevilha e  Rodrigo na zaga do União. Estes sim são os protagonistas da grande final. A teoria da conspiração de atos extracampo deve ser deixada de lado. A bola rola e os atletas sabem fazer o espetáculo. Não é circo. É futebol.

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