quarta-feira, 3 de Junho de 2015 12:01h

Cruzeiro enfrenta protestos de torcedores

Terceiro colocado no Estadual, eliminado da Libertadores no Mineirão e vice-lanterna do Campeonato Brasileiro

Os fracassos do Cruzeiro na temporada 2015 começam a refletir na paciência de parte da torcida.
A sede administrativa do clube, no Barro Preto, amanheceu pichada nesta terça-feira. Alguns vidros da fachada estão trincados.  “A paz acabou. Fora Gilvan e Marcelo, parasitas”, diz a mensagem.
Alvos dos protestos, o técnico Marcelo Oliveira e o presidente Gilvan de Pinho são responsáveis diretos pela conquista do bicampeonato brasileiro (2013/14). Contudo, após negociar vários jogadores, o time não conseguiu manter o nível nesta temporada.
Os jogadores do Cruzeiro foram praticamente unânimes ao apontar as razões para a derrota deste domingo para o Figueirense, por 2 a 1, em Florianópolis: as falhas defensivas nas jogadas aéreas. Nos dois gols do time alvinegro, a bola viajou pela área celeste sem que ninguém conseguisse cortá-la.
O centroavante Leandro Damião afirmou que este tipo de jogada tem sido exaustivamente treinada na Toca da Raposa, mas ainda assim o time não conseguiu evitar o pior na partida deste domingo. “Infelizmente hoje, bola parada, duas bolas paradas, eles fizeram os gols. Desatenção total no que a gente tem treinado, no que o Marcelo tem pedido. Depois do jogo de quarta todo mundo ficou cabisbaixo, mas nós tínhamos que levantar hoje, infelizmente não conseguimos”, lamentou o camisa 9.
O zagueiro Bruno Rodrigo seguiu a mesma linha do companheiro e assumiu parte da culpa pela derrota, já que participou do lance do primeiro gol dos donos da casa, marcado por Marquinhos. “Falha, falha mesmo. No primeiro gol eu estava com ele (Marquinhos), tentei empurrar, mas infelizmente não consegui. Mas é continuar. O jogo sem dúvida era muito importante [para] a gente buscar um pontinho, agora é descansar para a gente buscar no próximo jogo contra o Flamengo”, disse o defensor.
Já o meio-campista Marquinhos acredita que o grupo precisa se fechar ainda mais neste momento adverso para tentar iniciar sua recuperação no Brasileiro. “Não podemos agora botar a culpa em um ou em outro porque a gente sabe que aqui é um grupo, uma família. A gente criou esta família e temos que segurar as pontas. Não é julgando nenhum jogador, não é julgando um e outro e tirando seu pezinho de lado”, enfatizou o cruzeirense.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.