terça-feira, 29 de Maio de 2012 08:40h Atualizado em 29 de Maio de 2012 às 08:49h. Luciano Eurides

Cruzeiro ganha tempo para arrumar a casa

O Cruzeiro entrou com uma alteração importante na forma de jogar, Wellington Paulista, que atuou isolado no ataque do Cruzeiro na partida contra o Náutico, ainda busca adaptação à nova forma de atuar, mas destaca que, mesmo sendo o único homem de frente, a equipe tem conseguido criar oportunidades de gol.

 

Para o jogador, o maior problema na partida contra o Timbu foi o gramado, e não o posicionamento. “Estou me adaptando a essa função, porque nunca joguei assim, sozinho. Sempre tive um atacante comigo lá na frente. O Wallyson entrou no segundo tempo e melhorou um pouco para mim, mas é ruim jogar nesse campo. O gramado com certeza prejudicou bastante”, disse.

 

O atacante cruzeirense ainda comentou sobre o poder ofensivo do Cruzeiro, que conta com a participação dos jogadores de meio-campo, que chegam ao ataque para ajudar na conclusão das jogadas. Wellington Paulista acredita que a participação de Tinga, Montillo e Souza vai ajudar a Raposa, já que ele consegue abrir espaços para estes atletas que apoiam o ataque. “Nessa nova função eu espero um cruzamento, uma bola enfiada para fazer o gol, mas o importante é movimentar, abrir os espaços para meus companheiros. Nosso time está crescendo. Jogamos muita bola contra o Náutico. Tem que dar os parabéns para o Cruzeiro, mas pena que não conseguimos vencer”, declarou.

 

Em entrevista coletiva concedida no Estádio dos Aflitos, em Recife-PE, depois do empate em 0 x 0 com o Náutico, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Celso Roth avaliou que, embora não tenha vencido, o Cruzeiro conseguiu cumprir a meta inicial de solidificar o sistema defensivo, deixando evidente a melhora do time na marcação.

 

O treinador da Raposa enalteceu a postura tática e vislumbrou um aumento gradativo da qualidade da equipe.“Confirmamos o primeiro passo, que era não levar gol e não estamos levando gol. Agora temos que partir para outra situação. A organização tática da equipe está muito boa, todo mundo sabe o que tem que fazer, todos estão fechando os espaços, o time anda junto, então isso está claro. Agora temos 12 dias para trabalhar, vamos melhorar essa situação tática, mas principalmente a organização para chegar ao gol do adversário e ganhar o jogo”, analisou Celso Roth, que falou das dificuldades de jogar no Estádio dos Aflitos e da boa atuação do Cruzeiro.“Sabemos que o futebol é assim, passo a passo, sabemos também que trabalhar em time grande, os resultados são para ontem, não são para hoje. Mas acho que estamos cumprindo, deixamos escapar lá em Uberlândia, mesmo tendo sido nosso primeiro jogo no comando do Cruzeiro, mas tivemos mais oportunidades. Hoje (sábado) aqui, jogar fora de casa, jogar nos Aflitos é sempre muito complicado, o histórico das equipes grandes que vêm aqui é negativo, não é só o Cruzeiro não, eu já vim aqui com várias equipes e aqui os grandes vêm para jogar e não é jogo. Jogar fica em segundo plano aqui, tem que competir, literalmente é uma guerra e o Cruzeiro está de parabéns porque fez isso. Competiu, foi um time dedicado, de novo, mas agora temos que passar para outra etapa”, completou.

 

Questionado sobre as declarações dos jogadores do Cruzeiro, que consideraram o empate um bom resultado, Roth fez questão de ponderar que tal discurso se deve às circunstâncias do jogo. O comandante celeste frisou que o pensamento do time é exclusivamente em buscar as vitórias e voltou a exaltar a evolução da Raposa. “Nós não estamos pensando pequeno, quando os jogadores dizem que foi um ótimo resultado, eles se referiram a essas circunstâncias que acabei de dizer. Jogador e treinador que trabalha no Cruzeiro não tem que pensar pequeno, tem que pensar de acordo com a história do Cruzeiro. O que eles disseram é que do desequilíbrio do primeiro semestre para agora, começando o Campeonato Brasileiro, vocês e o torcedor hão de convir comigo que, claro que as duas equipes que pegamos já vem jogando há um bom tempo, para uma equipe que vinha desequilibrada, em dois jogos ter uma organização tática e conseguir mostrar evolução é um passo a frente. Ninguém está satisfeito com o empate, queremos muito mais e vamos trabalhar para muito mais, só que no futebol as coisas não acontecem com um passe de mágica. Agora, ainda não saímos da situação que estamos trabalhando, mas estamos em evolução”, observou.

 

Agora, Celso Roth terá 12 dias para preparar o Cruzeiro para seu terceiro desafio no Campeonato Brasileiro, já que o próximo jogo do time será no dia 7 de junho, contra o Botafogo, no Engenhão, no Rio de Janeiro.
 

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