terça-feira, 23 de Junho de 2015 10:25h

Cruzeiro não jogou diante da Chapecoense

Os jogadores do Cruzeiro não buscaram desculpas para justificar a inesperada derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, neste domingo, e admitiram o futebol ruim mostrado no Mineirão

Para o zagueiro Bruno Rodrigo, o time sabia da proposta defensiva do rival, mas ainda assim não conseguiu encontrar formas de furar o bloqueio defensivo. “Não conseguimos jogar, acho que erramos muito, muitos passes. Infelizmente não conseguimos. Sabíamos que a equipe da Chapecoense ia ficar toda atrás, conseguiram um gol numa falta e depois não tiveram chance alguma mais, nem antes da falta. Infelizmente a gente não conseguiu fazer os gols que nos dariam a vitória”, explicou o defensor.
Discurso parecido teve o volante Charles, que deu os méritos do resultado ao adversário. “É difícil explicar. Acho que a Chapecoense teve todos os méritos, a gente não conseguiu encaixar. Méritos deles, saíram na frente e conseguiram manter. Agora não tem jeito, é esfriar a cabeça e pensar no que a gente errou para não cometer mais”, argumento.
Com a derrota – a primeira desde a contratação de Vanderlei Luxemburgo – o Cruzeiro caiu para o 11º lugar na tabela, desperdiçando a oportunidade de se aproximar do G-4. “Agora é erguer a cabeça e buscar pontos fora. É importantíssimo buscar pontos fora e a gente vai tentar isso”, disse Bruno Rodrigo.
O técnico Vanderlei Luxemburgo reconheceu a atuação ruim da equipe celeste. O comandante disse que esperava um jogo complicado, com o adversário na retranca e apostando nos contra-ataques. “Faltou um pouco mais de tranquilidade, um pouco mais de habilidade, um pouco mais de drible, para poder furar uma defesa”, disse o comandante.
A derrota em casa quebrou a sequência de três vitórias seguidas na equipe. Luxemburgo lamentou a ausência de alguns jogadores, como Alisson e Gabriel Xavier, lesionados. “A Chapecoense jogou por uma bola parada ou um contra golpe e tomamos um gol de bola parada, depois fomos para cima, tentamos, mas é difícil lutar contra uma zaga alta e bem postada. Estamos com um time muito desfalcado e uma série de jogadores que entraram e que mudavam a partida. O Gabriel Xavier faz falta porque ele da uma ‘rabiscada’, o Alisson também, então em um jogo desses eles seriam fundamentais”, destacou.
Luxemburgo falou sobre a pressão excessiva que existe no futebol brasileiro. Na derrota de ontem, torcedores vaiaram a equipe e cobraram reforços do presidente Gilvan de Pinho. “Existe impaciência grande no futebol brasileiro com tudo, com técnico, jogador e derrota. Estão massificando como se não existisse resultado negativo. É uma impaciência, uma pressão. Estão esquecendo que o campeonato vai até dezembro. O dirigente tem de entender que a crítica vai sempre chegar. Existe uma coisa muito forte, com jogador, time, dirigente e técnico, uma pressão muito maior que a um tempo atrás”, disse.
O tropeço em casa não tira o ânimo do treinador. Ele espera o retorno de jogadores que estão na Copa América e lesionados para ter um elenco mais forte.  “Temos jogadores na seleção chilena e na uruguaia. Temos jogadores machucados. Imagine se não contratarmos ninguém, mas eu conseguir reforços com esses jogadores voltando. Não tem de jogar culpa em ninguém. Temos de saber o que estamos fazendo. Jogo com o Pará [na lateral esquerda], mas não tenho o lateral da Seleção Chilena e o Fabrício. Tenho calma, acho que caminhamos bem”, ponderou.

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