sexta-feira, 15 de Maio de 2015 12:15h

Cruzeiro se classifica em noite intensa do goleiro Fábio

Satisfeito com a classificação do Cruzeiro para as quartas de final da Copa Libertadores, o técnico Marcelo Oliveira não poupou elogios ao desempenho do seu time, que venceu o São Paulo por 1 a 0 no tempo regulamentar e por 4 a 3 na disputa de pênaltis

Para ele, o time teve atuação impecável na noite da última quarta-feira no Mineirão.

O treinador garantiu que a classificação foi de forma exuberante. “Fizemos um jogo impecável. A gente vinha de atuações irregulares e iríamos enfrentar um adversário que está jogando muito bem, que tem um belíssimo time, muito técnico e organizado. Precisávamos dar uma resposta, surpreender, nos superarmos e sermos organizados. Este tipo de regulamento é traiçoeiro, às vezes sua equipe está atacando muito, mas em um erro o adversário faz um gol e você precisa fazer três”, destacou.

Para Marcelo, o Cruzeiro poderia ter obtido a sua classificação nos 90 minutos. E, na sua avaliação, o modo dramático como o time avançou na Libertadores dará mais força para a sequência da temporada, adquirindo confiança e apoio da torcida. "Os jogadores estavam concentrados, organizados, lutando e marcando muito a equipe do São Paulo. Isso nos deu a condição da classificação e a oportunidade de tê-la no tempo normal, mas perdemos algumas oportunidades. Foi emocionante para o torcedor. Esse resultado nos fortalece e estimula a continuarmos trabalhando, tendo certeza da honestidade do nosso trabalho. Os atletas estão de parabéns pela partida”, completou.

Marcelo, porém, tentou evitar o clima de euforia e ressaltou que o Cruzeiro só deu um passo na luta pelo título da Libertadores. "Não pode haver acomodação em cima da classificação, porque ainda faltam seis jogos complicados para chegarmos ao nosso principal objetivo, que é ser campeão”, disse.

Nas quartas de final, o Cruzeiro terá pela frente o vencedor do confronto entre os argentinos Boca Juniors e River Plate. Antes, porém, o time volta as suas atenções para o Campeonato Brasileiro, pois no próximo domingo vai encarar o Santos, na Vila Belmiro, pela segunda rodada.
Aos 42 anos, o goleiro Rogério Ceni confirmou nesta quarta-feira que não vai mais jogar a Copa Libertadores. O capitão do São Paulo avisou, ao deixar o campo após a eliminação para o Cruzeiro, no Mineirão, que finalizou a sua história no torneio continental. Quando perguntado se de fato esta Libertadores seria a sua última, Ceni foi enfático. "Com certeza é a minha última Libertadores", disse o goleiro, no caminho para o vestiário. Ele renovou o contrato com o São Paulo até agosto deste ano somente para jogar a sua competição preferida, a qual venceu como titular em 2005. "É difícil falar neste momento. Peço desculpas momentaneamente. Agora é esperar abaixar um pouco a poeira para falar algo. Ajudei meus companheiros, eles me ajudaram muito ao longo dessa Libertadores", afirmou o goleiro, que evitou culpar os erros das cobranças de Souza, Luis Fabiano e Lucão.
Ceni ainda defendeu os chutes de Leandro Damião e Manoel, mas saiu de campo abatido pela sétima eliminação seguida do São Paulo diante de rivais caseiros em Libertadores. O goleiro esteve presente em todas elas e sonhava que em 2015 o clube pudesse reconquistar a hegemonia no continente.
No São Paulo desde 1990, Ceni só foi jogar a primeira Libertadores em 2004. O São Paulo foi semifinalista e foi derrotado pelo Once Caldas, da Colômbia, com um gol nos minutos finais, fora de casa. No ano seguinte, o goleiro foi decisivo pelos gols e pela liderança na busca pelo terceiro título, garantido com a vitória sobre o Atlético-PR, no Morumbi.
A sequência das participações dele e do São Paulo foi marcada por frustrações. Finalista em 2006, Ceni falhou na decisão contra o Internacional, que saiu como o campeão. O Grêmio foi o algoz em 2007, nas oitavas de final, enquanto o Fluminense eliminou o tricolor do Morumbi com um gol no último minuto em 2008, pelas quartas de final.
Na mesma fase o São Paulo caiu em 2009, no Morumbi, ao perder para o Cruzeiro. Novamente em seu estádio o time deu adeus à competição em 2010, na semifinal. A vitória por 2 a 1 sobre o Inter foi insuficiente para ir à decisão e nos minutos finais daquele jogo, o goleiro ainda se arriscou no ataque e saiu de campo chorando pela eliminação.
O ano de 2013 foi cruel com o São Paulo. A goleada por 4 a 1 sofrida para o Atlético, no Independência, sepultou as chances de avançar às quartas de final e a temporada ruim que o clube faria na sequência, quando brigou contra o rebaixamento no Brasileirão, fez o goleiro adiar a aposentadoria programada para o fim daquela temporada.

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