terça-feira, 17 de Maio de 2011 09:59h Luciano Eurides

Cruzeiro vence o clássico e fica com título de campeão mineiro

O título estadual conquistado pelo Cruzeiro, nesse domingo, em cima do Atlético, veio confirmar a supremacia do Cruzeiro demonstrada durante toda a competição. A Raposa se sagrou campeã do Campeonato Mineiro 2011 após construir uma campanha sólida e extraordinária.


O time celeste assumiu a liderança do campeonato na sexta rodada da fase classificatória, quando venceu o Democrata-GV por 7 x 0, na Arena do Jacaré, em 13 de março, e não saiu mais da ponta da tabela. A Raposa chegou ao mata-mata do Estadual após realizar a melhor campanha da primeira etapa, com nove vitórias, um empate e uma derrota, em 11 jogos.


Na semifinal, o Cruzeiro eliminou o América-TO com duas retumbantes goleadas: 8 x 1 no jogo de ida, em Teófilo Otoni, e 5 x 1, na segunda partida, em Sete Lagoas. Os resultados inquestionáveis carimbaram o passaporte celeste para a grande final, contra o Atlético, que eliminou o América-MG.
A decisão do Campeonato Mineiro foi de bastante tensão. O primeiro jogo da final aconteceu logo após a eliminação precoce na Libertadores, um grande golpe para o time estrelado. Embora tenha lutado muito em campo no duelo contra o Atlético-MG, a Raposa foi batida por 2 x 1 e deixou escapar a vantagem do empate que obtivera em virtude da melhor campanha na fase classificatória do Estadual.


A Raposa foi para o confronto de volta com a obrigação de vencer, e para tanto, pode contar com o apoio de peso da China Azul, que lotou a Arena do Jacaré e fez valer o mando de campo celeste. O Cruzeiro foi para cima do adversário e buscou a vitória desde o primeiro minuto de jogo. Os guerreiros estrelados demonstraram raça, determinação, extrema qualidade em todos os setores e alcançaram uma heroica vitória de 2 x 0, que culminou na justa conquista do torneio, a 37ª da história da Raposa.


O Cruzeiro encerrou a competição com um desempenho relevante. Foram 15 jogos, 12 triunfos, um empate e apenas duas derrotas, aproveitamento de 82,22%, além de ostentar o melhor ataque do campeonato, com 45 gols (média de três por partida) e a defesa menos vazada, tendo sofrido apenas 12 gols (média de 0,8 por jogo). Os números comprovam a superioridade estrelada e que o time azul e branco fez por merecer o título do Mineiro.


O atacante Wallyson elogiou a força do grupo celeste, que foi fundamental para a retomada da hegemonia estrelada em Minas Gerais. “O Cruzeiro está de parabéns pela campanha. Merecido o título, para uma equipe que sempre lutou e que tem um grupo de jogadores muito forte e unido. Foi um jogo para ficar na história e vamos comemorar essa conquista importante”, afirmou o atleta. “Graças a Deus mais uma vez a minha estrela brilhou e consegui ajudar o Cruzeiro a vencer e consequentemente ficar com o título. Se falou muita besteira durante a semana, tem que ter mais respeito com o Cruzeiro. Cruzeiro é grande” completou o artilheiro do time na temporada, com 13 gols.


O volante Fabrício tem motivos de sobra para comemorar o título do Campeonato Mineiro. Após oito meses afastado dos gramados, devido a uma cirurgia na região do púbis, o jogador voltou a disputar uma partida na fase decisiva do Campeonato Mineiro. O retorno aconteceu no primeiro jogo da final do Estadual, e, neste domingo, o volante também entrou em campo no decorrer do jogo. Fabrício destacou a força do elenco estrelado. “É maravilhoso trabalhar com esses caras, nosso time é muito bom, só tive que entrar e tentar ajudar eles. O time fez por merecer e não poderia ficar sem esse título. Passou muita coisa na cabeça, mas foi gostoso demais. Foi muita pressão nessa semana, e sei que tem muita gente triste, algumas pessoas da imprensa. Mas o futebol é assim. Ri melhor quem ri por último”, referindo-se às críticas recebidas de parte da imprensa, que tentou dar ao jogador o rótulo de violento. “O título tem um gosto maravilhoso. A gente passou por muita coisa e quando vem o título para coroar é muito bom. Falou-se muito nessa semana, pessoas me criticando do outro lado. Eu exagero, às vezes, dentro de campo, com vontade de acertar sempre, mas nunca machuquei ninguém. Nunca quebrei o nariz de ninguém, pelo contrário, já tive o meu quebrado dentro de campo”, disse Fabrício.


O treinador Cuca valorizou o Estadual desde o início e, mesmo disputando simultaneamente  a Copa Libertadores, sempre mandou a campo um time forte para as partidas do Mineiro. “Acho que a gente mereceu. Jogamos o Mineiro sempre valorizando a competição. Parabéns aos dois times, parabéns a todos que fizeram um grande campeonato. Nós perdemos uma Libertadores, que acho que podíamos ter ido até uma final. Emocionalmente, foi uma semana horrível. Estamos muito felizes por ter recuperado parte da alegria do torcedor. A gente queria estar na Libertadores também, mas somos campeões mineiros”, comentou.


Cuca disse que, durante os treinamentos da semana que antecedeu a decisão, na Toca da Raposa II, não tentou esconder a escalação do time. O treinador, que não é muito adepto do mistério, procurou trabalhar o grupo para fazer o melhor dentro de campo e conseguir o objetivo, que era uma vitória simples.


“Na verdade eu não me preocupei muito em esconder a equipe, tanto que vocês sabiam a equipe. Procurei treinar a equipe. Descansar, para ter condições iguais às do Atlético. Fomos eliminados (da Libertadores) numa quarta-feira, na quinta e na sexta ninguém dorme, e no domingo já tivemos o Atlético-MG pela frente, na casa deles. Soubemos perder. Já na última semana trabalhamos, descansamos e entramos mais preparados”.

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