terça-feira, 30 de Agosto de 2011 10:43h Luciano Eurides

Cruzeiro vence o clássico e Galo vai ao fundo do poço

O clássico Atlético x Cruzeiro, vencido pela raposa por 2x1, com dois gols de Montillo e o Galo descontando com Fillipe Soutto, encerra o turno do Campeonato Brasileiro de Futebol. O Cruzeiro evolui muito, vai para a sétima colocação. O Atlético, é o vice-lanterna da competição.


O Cruzeiro começou melhor, mas caiu de rendimento, muito se deveu a substituição de Wellington Paulista por Charles. O Atlético errou muito. O gol cruzeirense nasceu de um erro de Richarlyson. O técnico Cuca ao utilizar Caio, em vez de Daniel Carvalho, foi duramente criticado. O Cruzeiro recuou depois do gol. Ainda perdeu Diego Renan, que saiu machucado e Roger terminou o primeiro tempo sentindo uma pancada. O elenco atleticano fez uma boa apresentação no segundo tempo, chegou ao gol com um belo chute de Fillipe Soutto. A estrela da festa era argentina. Montillo, no final da partida, quando tudo caminha para o empate, recebe a bola e marca o gol de número 500 do campeonato Brasileiro.


O meia Roger fez uma boa leitura do jogo. “Fomos felizes, o Montillo deu o resultado para a gente. Começamos bem, perdemos um atacante, o Joel priorizou a marcação. Em uma jogada individual, ele (Montillo) nos deu a vitória”, analisou.


O dono da festa não quis saber de elogios e dividiu a atuação de gala com os companheiros. “Importante é ganhar o clássico. Vencemos, o time é quem vence, sem eles não tem vitória. O time jogou bem e ganhamos no final”, garantiu.


O atacante Anselmo Ramon não descartou ter muita vontade de fazer o gol no clássico, mas se rendeu ao talento de Montillo. “Conseguimos uma boa vitória, e vamos pensar no Figueirense. Foi difícil, suada, sempre tive confiança que iríamos sair no contra-ataque e o grupo está de parabéns. Uma vitória dessa, no clássico, passamos a pensar na Libertadores. O Cruzeiro estar em sétimo não é interessante, tem de estar entre os primeiros”, declarou.


O treinador Joel Santana elogiou o adversário e ressaltou as dificuldades por mudar o time duas vezes, ainda no primeiro tempo por contusão. O técnico garantiu ter no esquema tático esse momento de preparar o ataque, chamar o adversário para abrir espaços e disse ser a vitória fruto de detalhe. “Era a casa do Atlético e jogamos bem e a vitória foi de quem teve mais tranquilidade, não estávamos em desespero. Ganha quem sabe aproveitar as chances. Vencer o clássico é sempre bom e entra para a história” avaliou.
 

Pelo lado atleticano o treinador Cuca não escondeu a insatisfação. “Não jogamos bem o primeiro tempo. No segundo o time dominou, criou as melhores oportunidades. O auxiliar foi muito infeliz, foram lances duvidosos e capitais. Pesou e fez a diferença”, criticou e ainda falou da má campanha. “O momento é delicado. A bola que vem entra”, desabafou.


Cuca fez seis jogos sob o comando do Atlético Mineiro, quatro pelo Brasileirão e dois pela Sul-Americana, nenhuma vitória. Para sair dessa situação o time tem de provocar uma recuperação incrível. Marcar 30 pontos em 19 jogos.

 

Fábio suspenso


O goleiro Rafael terá, com o goleiro Fábio suspenso por três cartões amarelos, a chance de atuar com a camisa celeste, quarta-feira, às 20h, em Ipatinga. “Na única oportunidade que eu tive nessa competição, infelizmente, saí de campo derrotado. Mas já ajudei o time, no ano passado, contra o Guarani, a sair com a vitória. Espero que, contra o Figueirense, essa história se repita”. Rafael é natural de Coronel Fabriciano, cidade vizinha a Ipatinga. Com isso, o goleiro terá uma torcida especial no Vale do Aço. “Com certeza, terão familiares lá. Espero fazer uma grande partida e ajudar ao Cruzeiro a conquistar mais três pontos. E, diante da família, será melhor ainda”.


No Campeonato Mineiro, Rafael atuou contra América-TO e, após a partida, foi para o exame antidoping, que detectou a substância “Predisona”, contida em um colírio contra conjuntivite.

Leia Também

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.