sexta-feira, 16 de Novembro de 2012 05:45h Gazeta do Oeste

Diego Tardelli fala sobre possível volta para o Galo, Ronaldinho e a vida no Catar

Como o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, anunciou, a negociação para ter Diego Tardelli em 2013 não é nada fácil. O atacante confirmou que será difícil deixar o Al Gharafa, do Catar.

“Não pedi liberação para ir para o Atlético, mas tive uma conversa, anteontem, com o presidente do Al Gharafa. Mas é muito difícil de me liberarem, porque acabaram de me contratar e estão felizes comigo. Eles querem renovar por 2 ou 3 anos”, disse o camisa 9 em entrevista à Fox Sports.

Desde que deixou o Galo, Tardelli assumiu a condição de torcedor alvinegro e acompanha todas as notícias do clube. Ele alimenta o sonho de retornar. No entanto, também se vê feliz com a vida no Catar.

“Estou vivendo um momento muito bom, parecido com o de 2009 no Atlético, estou fazendo gols e acabamos de ganhar um título. Estou me adaptando à cultura e ao futebol”, disse.

“Estou há 7 meses no clube, e eles têm um carinho muito grande por brasileiros. Um cara jogando bem, fazendo a diferença, é difícil de liberar. O presidente me disse que eu só sairia se não estivesse feliz, e eu estou feliz”, completou.

Tardelli fez muito sucesso pelo Atlético, viveu fase de artilheiro e chegou à Seleção Brasileira. Mas, no Al Gharafa, o jogador também se sente feliz. “Eu queria voltar, vencer uma Libertadores pelo Atlético, mas não sei se há esperança. Eu ficando ou voltando para o Brasil, vou estar feliz”.
 

Um atrativo que poderia ser usado por Alexandre Kalil para facilitar a transferência é manter Ronaldinho Gaúcho no elenco. “Eu voltaria pelo respeito ao Atlético. Meu melhor momento foi lá e eu devo esse carinho ao Atlético. Se eu voltasse para o Brasil, independentemente de Ronaldinho, eu voltaria para o Atlético. Mas eu queria jogar ao lado do Ronaldinho”.

O atacante também falou da sua vida no Catar. “Não tive nenhuma dificuldade de adaptação. Claro, nessa época de Ramadan, que a temperatura fica a quase 55°, e treinamos só à noite, eu tive dificuldades. Os restaurantes e mercados ficam fechados e você só come à noite. É complicado. Os jogos, mesmo à noite, acontecem com 45° de temperatura”.

Durante a entrevista, o jogador também revelou que foi procurado pelo Palmeiras, quando saiu do Anzhi, da Rússia, para assinar com o Al Gharafa.

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