terça-feira, 19 de Julho de 2011 10:49h Sarah Rodrigues

Divinopolitano é o mais novo faixa preta de Judô

Com 22 anos Jacaré já é Sensei

José Maria Rodrigues Junior, ou Jacaré como é mais conhecido o judoca que trouxe para Divinópolis mais uma faixa preta, está orgulhoso do feito. O motivo é que desde os três anos de idade, influenciado pelo pai sensei o atleta pratica as artes marciais e busca a cada dia aperfeiçoar mais as técnicas e conhecer mais sobre o esporte.


Há 18 anos, Jacaré vem se identificando com o Judô, a cada ano aprendia mais sobre o esporte e mudando as graduações, ou seja, a cor da faixa. “Quando nasci, meu pai pensou em mim para dar continuidade na academia dele, com o Judô. Desde pequeno fui disputando torneios e me interessando”, contou o atleta.


Toda a família acompanha e torce pelas vitórias do judoca. Começou a ter várias influências para o Judô, além de seu pai José Maria Rodrigues, do Shiran Marçal Braga e o Sensei Wilson Correa, grandes mestres do Judô na cidade. Aos 11 anos ele também começou a disputar as modalidades do Jiu-Jítsu, com 18 anos já era tri-campeão mineiro na sua modalidade. Com o mestre Iran Brasileiro de Alvarenga, Jacaré aprendeu todos os golpes.
Jacaré conta que ao passar dos anos começou a ser um judoca mais competitivo e a buscar os títulos. “Comecei a buscar o aprendizado do Judô, correr atrás de novas informações, com isso veio a necessidade de conquistar a faixa preta tão sonhada”, lembrou.
 

O atleta conta que desde mais novo sonha com a faixa preta, para isso sabia que precisava esforçar muito e conhecer o esporte a fundo. “Um faixa preta, não só pelo conhecimento, a própria faixa dá uma visibilidade de uma pessoa formada, conhecedora do esporte. Com isso comecei também a cursar Educação Física para especializar mais ainda, o esporte com um conhecimento mais amplo, mais técnico”.
 

Há seis meses José Maria decidiu que era hora de tentar ser faixa preta. Como o procedimento é bem criterioso o judoca começou a treinar intensamente para conquistar a graduação. Ele explica que para ser um faixa preta, o esportista precisa ter cinco anos de faixa marron no judô, no mínimo cem horas de serviços prestados na Liga Mineira de Judô, além de técnica e conhecimento sobre o esporte.

 

TREINAMENTO


Jacaré conta que para conseguir a faixa preta, fez uma parceria com um Sensei quarto Dan de Judô, grande conhecedor do esporte. “A gente começou um curso porque, para passar para a faixa preta é preciso fazer um exame para Shoudan, com seis julgadores”. A comissão estadual de grau foi quem julgou a capacidade do atleta, todos são faixas vermelhas, mestres do Judô. “O atleta precisa saber todas as técnicas de projeção, de solo, de combinação, de contra-golpe.Por isso treinamos essas técnicas durante alguns meses para serem apresentadas à comissão de graus”, avaliou.


Para o atleta o treinamento foi duro, principalmente por ter que viajar durante a semana para Belo Horizonte treinar, além de estudar para a prova teórica sobre o Judô e também para realizar uma prova que durou cerca de quatro horas contou com oito faixas marrons de todo o estado, se preparando para passar para a preta e dois faixas preta que iriam passar para o segundo nível do judô. Ele detalhou que a prova é realizada entre o judoca e o seu companheiro. “Para fazer os golpes, precisamos de alguém para cair e quem me ajudou na demonstração foi o Gustavo Eduardo Eugênio. Ele é faixa verde, também meu aluno, e me ajudou nos golpes”, relatou
 

Sobre o método de julgamento, o agora, faixa preta explicou que cada golpe recebe uma nota de 0 a 10.  É como no exame de direção, ao cometer uma falta e de acordo com o grau de cada uma vai diminuindo a pontuação. No final as notas são somadas e o mínimo a alcançar é 60% para ser aprovado. Além da mudança, José Maria relatou que a partir de agora por passar para outro nível, recebe um registro estadual como professor, podendo instalar sua própria academia.


Para alcançar a faixa preta, o judoca deve passar pelas faixas branca, cinza, azul claro, azul escuro, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e preta respectivamente. José é hoje o faixa preta mais novo de Divinópolis entre os que representam o nível. Além dele, existem apenas mais dois na cidade, sendo eles: Wilson Correa e Marçal Braga Junior.

 

Jiu-Jítsu

 

Além do judô o jovem atleta ainda pratica outras artes marciais como é o caso do jiu-jítsu. Ele ainda passa pelo período de dois anos de carências no esporte com a faixa marrom. Diferente do judô, o jiu-jítsu se compõe das faixas branca, amarela, azul, roxa, marrom e preta. Para o final do ano, José afirma que correrá atrás da faixa preta como foi no judô. Os planos para o futuro incluem uma criação de uma academia, uma vez que já existe uma parceria com uma academia de Nova Serrana e o Centro de Artes Marciais Jacaré que é seu foco.

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