quinta-feira, 8 de Outubro de 2015 11:09h

Dunga quer um time equilibrado

Na batalha das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, equilíbrio emocional vai ser fundamental

Esse é um aspecto que o técnico Dunga e os demais integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira procuram enfatizar com os jogadores. As provocações, a catimba e mesmo possível complacência da arbitragem com o antijogo e a violência preocupam o treinador.
Para buscar esse controle emocional, o treinador acabou por acrescentar jogadores experientes ao grupo que dará a largada nas Eliminatórias contra o Chile, nesta quinta-feira (7), em Santiago – como os “trintões” Miranda, Daniel Alves, Kaká, Luiz Gustavo, Ricardo Oliveira, Filipe Luís, Elias e Fernandinho. E espera uma “resposta positiva”. “Vai ser uma competição muito difícil e precisa ter cuidado para não perder a cabeça”, disse David Luiz, parecendo ter assimilado os ensinamentos e o conselho da comissão técnica.
Ricardo Oliveira, de 35 anos, é o mais velho do grupo e acredita que o equilíbrio não será problema “É um tipo de competição diferente de todas as outras”, comentou sobre as Eliminatórias, torneio que já disputou para a Copa do Mundo de 2006. “Mas sabemos disso e ninguém vai ser surpreendido com atmosfera, ambiente. Está todo mundo consciente disso”.
Dunga, aliás, tem no controle emocional critério forte no momento de decidir as convocações – prefere o mais “centrado” ao talentoso. Ao falar da não inclusão de Alexandre Pato no grupo que enfrentará chilenos e venezuelanos, acabou por admitir que o aspecto emocional jogou contra o são-paulino. Dunga lembrou que o colombiano Juan Carlos Osorio, então técnico do São Paulo, revelou que Pato se abateu e chegou a chorar por não ter sido convocado. “Nós falamos que na Seleção precisamos de jogadores preparados psicologicamente”.
Essa preparação emocional dos jogadores é algo que Dunga persegue desde que reassumiu a Seleção, logo depois de uma Copa em que o desequilíbrio de vários atletas contribuiu de maneira importante para o fracasso brasileiro. Em sua primeira entrevista, ele deixou claro isso. “O Brasil sempre vai ter grandes jogadores, mas temos que aprender a ter o equilíbrio emocional”, declarou.
Pelo menos na Copa América do Chile, em junho, o controle esteve longe da Seleção. Os jogadores demonstraram nervosismo. Contra a Colômbia, a situação extrapolou: Neymar se descontrolou ao ponto de brigar com adversários e se desentender com o árbitro chileno Enrique Osses, confusão que lhe valeu as quatro partidas de suspensão que o tiraram dos jogos iniciais das Eliminatórias.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.