segunda-feira, 3 de Setembro de 2012 09:08h Gazeta do Oeste

Em segundo tempo perfeito, Cruzeiro garante a vitória sobre o Náutico

Mesmo com a ausência do principal jogador da equipe, Montillo, a Raposa fez um segundo tempo perfeito e goleou o Timbu com Borges, Elber e Wellington Paulista.

O Cruzeiro não deu chances para o azar e fez o dever de casa, vencendo o Náutico por 3 a 0, neste domingo, no estádio Independência. Mesmo com a ausência do principal jogador da equipe, Montillo, a Raposa fez um segundo tempo perfeito e goleou o Timbu com Borges, Elber e Wellington Paulista.

 

 

Na próxima rodada, a 22ª, o Cruzeiro vai receber o Botafogo, novamente no Independência, às 22h, enquanto o Náutico, também em casa, vai pegar o Vasco, só que às 19h30.

 


O Jogo

 

 

Com os desfalques de Montillo e Ceará, o técnico Celso Roth optou por manter o zagueiro Léo improvisado na lateral direita, armando a defesa com Mateus e Rafael Donato, além de Everton na esquerda. Na armação, Souza entrou no lugar do argentino.

 

Curiosamente, o treinador da Raposa cortou da lista de relacionados o volante Lucas Silva, que nem no banco de reservas ficou. O jovem atleta revelado pelo Cruzeiro vinha atuando como titular e mostrando bom futebol, mas perdeu espaço, desde o jogo contra o Atlético-GO, na abertura do returno, sem motivos aparentes.

 

 

Mesmo jogando em casa, o Cruzeiro não iniciou o jogo bem. O time celeste sentiu a falta de Montillo e não conseguia criar boas jogadas, nem furar a forte retranca do Timbu, que atuava com seis homens no meio-campo, num esquema 3-6-1, com Araújo isolado no ataque. O time celeste ainda contava com a displicência de alguns jogadores, como Charles, que voltou a entrar em campo desatento, errando passes bobos.

 

Com a proposta de se defender e tentar descolar contra-ataques em velocidade, o Náutico aproveitou os espaços que a Raposa dava e oferecia mais perigo, principalmente com Souza, que subia com muita rapidez e obrigava a defesa do Cruzeiro a trabalhar dobrado. Entretanto, até os 20 minutos do primeiro tempo, não houve nenhuma chance clara de gol em nenhum dos lados.

 

 

O Cruzeiro tinha dificuldades de trabalhar a bola e errava muitos passes e lançamentos no meio-campo. Os atacantes Borges e Wallyson praticamente não participavam do jogo, isso porque a bola não chegava com qualidade e a equipe forçava as ligações diretas, com chutes longos da defesa para o campo de ataque. O primeiro lance de perigo real só foi acontecer aos 32 minutos. Everton surgiu como elemento surpresa, invadiu a área e bateu. No rebote, Borges tocou de cabeça, mas por cima da meta.

 

Depois desse lance, o time começou a melhorar e a torcida empurrava nas arquibancadas. O Náutico não conseguia ser efetivo e ainda contava com a sorte, como em outro lance de grande perigo da Raposa em cobrança de escanteio pela direita. Souza bateu forte e Léo se antecipou, resvalando de cabeça, mas a bola passou na boca do gol e saiu em linha de fundo.

 

 

A pressão cruzeirense nos últimos dez minutos do primeiro tempo inibiram o adversário, que, se estava gostando do jogo, parou de incomodar a defesa celeste e se limitava a afastar o perigo em seu campo. Destaque para o zagueiro Rafael Donato, que fazia o simples, dando chutões em todas as jogadas mano a mano.

 

Quando o árbitro encerrou o primeiro tempo, a torcida do Cruzeiro esboçou uma vaia ao time, por não ter marcado gol e nem jogado bem, mas enquanto a bola rolava, o torcedor apoiou muito o time.

 

 

Segundo tempo

 

O bom momento do Cruzeiro no final da primeira etapa foi estendido para o segundo tempo. O time voltou para o jogo imprimindo um forte ritmo, com mais qualidade nos passes e mais compacto. Só nos dez minutos iniciais, a Raposa chegou três vezes na cara do gol, em jogadas rápidas e envolventes, mas em todas elas, a arbitragem pegou impedimento.

 

 

Com domínio do jogo, faltava ao Cruzeiro ser mais incisivo no ataque. O técnico Celso Roth precisou tirar o volante Charles, que sentiu dores no tornozelo, e aproveitou para deixar o time ainda mais ofensivo, colocando Wellington Paulista em campo. Com a entrada do atacante, a Raposa mudou seu esquema. Tinga passou a atuar como segundo volante e Wallyson se postou na armação, com liberdade para se movimentar pelos lados e encaixar a bola para WP e Borges, que se enfiaram mais na área. O Náutico estava todo na defesa e o goleiro Fábio praticamente era um espectador.

 

Mantendo a mesma dinâmica, Roth experimentou o jovem Elber no lugar do velocista Wallyson,q ue não conseguia ser efetivo. A ideia era usar a boa técnica do garoto na criação, que também é rápido. Na primeira participação do meia prata da casa, ele disparou pela direita, mas tentou decidir sozinho e acabou chutando fraco para o gol. Pelo centro, havia um companheiro avançando em melhor condição.

 

 

De tanto insisitir, o Cruzeiro conseguiu marcar o seu gol. Aos 29 minutos, a estrela de Borges brilhou. Ele estava no lugar certo e na hora certa, quando Everton bateu falta pela esquerda. A bola foi rebatida pela zaga e acabou sobrando para o matador, que tocou de cabeça para o fundo das redes. 1 a 0.

 

O gol acendeu ainda mais o Cruzeiro, que encurralou o Timbu até ampliar. E o segundo gol foi uma pintura, em jogada rápida que começou com Wellington Paulista. O atacante tocou para Everton, que acionou Elber dentro da área. O garoto acertou lindo chute e estufou as redes. Na comemoração, ele extravazou e chorou muito.

 

 

No finzinho do jogo, ainda deu tempo da Raposa fechar o placar, em nova jogada envolvente do atacante celeste. Tinga, pela direta, cruzou rasteiro e Wellington Paulista só empurrou, sem dificuldades, confirmando a supremacia do Cruzeiro sobre o Náutico dentro de casa. Depois que o juiz encerrou o jogo, o time pernambucano reclamou muito com a arbitragem e o atacante Kim acabou levando o cartão vermelho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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