terça-feira, 30 de Junho de 2015 09:48h Atualizado em 30 de Junho de 2015 às 09:50h.

Era Dunga ainda não acabou

Logo após a derrota do Brasil para o Paraguai nos pênaltis e a consequente eliminação precoce na Copa América, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, ligou para o técnico Dunga e também para o coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi

Não foi uma ligação para cobrança ou reclamação diante da queda. Pelo contrário. Foi para transmitir tranquilidade e confiança para a continuidade do trabalho. Dunga respondeu que era muito bom trabalhar com essa estabilidade de não ter a pressão da busca por resultados imediatos.
O contato ilustra como Dunga não perdeu prestígio junto à cúpula da CBF após a queda no primeiro jogo eliminatório após a Copa do Mundo. O Brasil começou bem a partida contra o Paraguai, fez 1 a 0 com Robinho, mas caiu no segundo tempo e cedeu o empate após pênalti de Thiago Silva.
Na decisão por pênaltis, perdeu por 4 a 3 – Éverton Ribeiro e Douglas Costa desperdiçaram suas cobranças. "O Dunga corre risco zero de ser demitido", afirma Walter Feldman, secretário-geral da CBF. "A determinação do presidente é de poder absoluto para a comissão técnica", completou.
O próximo desafio de Dunga será nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, que começam no mês de outubro. Feldman avalia que a proposta de um trabalho de longo prazo não sofrerá alterações com o primeiro revés. "O Brasil tem poucos trabalhos desenvolvidos em longo prazo. Isso precisa mudar, é um problema", avalia.
A Seleção Brasileira começa a disputar, em outubro deste ano, as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia. Após a participação na Copa América, o Brasil direciona os seus esforços para a luta por uma das vagas no próximo Mundial.
De acordo com a Conmebol, a tabela completa das eliminatórias será conhecida no dia 25 de julho, em sorteio realizado na cidade russa de São Petersburgo. A última rodada já está marcada para novembro de 2017. “Todos nós vamos tirar muitas lições para as eliminatórias. Assim como a Copa América, será muito difícil. É um desafio que exige muita disposição física, mas não podemos esquecer a característica brasileira e precisamos valorizar a nossa questão técnica”, afirmou o técnico Dunga.
Para o treinador, alguns jogadores que não tinham disputado competições sul-americanas ganharam uma experiência importante para a sequência do trabalho nas Eliminatórias, o maior objetivo da Seleção Brasileira nesse momento. “Todos nós temos que pensar o futebol brasileiro. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar muito. Sabíamos que não seria fácil. Como o Gilmar [Rinaldi, coordenador de Seleções] diz: quando a gente ganha, sempre é mais fácil lidar com tudo. Agora, vamos ver se somos bons ou não para ter a força necessária e reagir”, concluiu Dunga.

Leia Também

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.