sábado, 15 de Fevereiro de 2014 03:50h Atualizado em 15 de Fevereiro de 2014 às 03:55h. Luciano Eurides

Escolinhas de Futebol aguardam prefeitura para dar início às competições

As escolinhas de futebol se reuniram na noite de quinta-feira, na sede da Liga Municipal de Desportos de Divinópolis (LMDD) para deliberarem sobre a participação nas competições de fraldinha, pré-mirim e mirim.

O presidente Donizete Gulu anunciou que não houve resposta sobre o convênio da prefeitura com a entidade e não há garantias da ajuda financeira por parte do poder executivo municipal. Os clubes se revoltaram.
A ausência de uma resposta do poder público inviabilizou qualquer decisão dos clubes que fizeram uma carta aberta a população da cidade. O documento assinado foi encaminhado ao secretário Bernardo Rodrigues. Houve até mesmo a sugestão de um treinamento entre as escolinhas para a porta da prefeitura, mas o presidente José Donizete Gulu optou pelo diálogo. Gulu usará os meios de comunicação para anunciar as respostas e somente depois de um sinal verde remarcará o arbitral da entidade. “Não é possível realizar as competições sem o apoio da prefeitura, prometeram a resposta até quinta-feira a tarde e não deram, liguei e falaram que seria nesta sexta-feira. Com a presença dos clubes e da imprensa vamos tentar ajudar a ter essa competição que reúne 600 crianças a cada final de semana e que as afasta da ociosidade e das drogas. Primeiro vamos tentar conversar”, garantiu.
Amauri Reis, treinador e diretor do PEC que reúne cerca de 250 crianças, é categórico em afirmar que os clubes não conseguem disputar sem a ajuda da prefeitura. “É impossível isso e uma vergonha também, principalmente para o poder público, no ano passado disputamos com a ajuda das próprias crianças e com uma dificuldade muito grande. Quantos clubes desistiram no meio do caminho pelas condições financeiras, não é qualquer clube que consegue bancar isso. A dificuldade é muito grande. Pedimos pelo trabalho social feito pelo Corinthians, Padre Eustáquio, Jusa Fonseca, Manoel Valinhas, Associação Atlética Danilo Passos. Olhar para as crianças que não votam, mas os pais votam e elas vão ficar adultas. Queremos o apoio, não sabemos as condições da prefeitura, mas sabemos a nossa condição, se tiver algum deputado, alguma pessoa pública que nos ajude, pois estamos em decadência, o esporte em Divinópolis está em decadência por falta de apoio do poder público”, desabafou.
Pelo Jusa Fonseca o vice-presidente Sassá confirmou que não disputará se não houver apoio da prefeitura. “Temos cerca de 150 a 200 pessoas em todas as categorias, de crianças a adultos, infelizmente o poder público deixa a desejar no esporte, no ano passado nos deixou magoado, não há investimento no esporte da cidade. As crianças sem campeonato não ficam na escolinha, se não tiver os campeonatos vamos dispensar as crianças, pois não temos condições de fazer nada”, alertou.
Sem a realização de competições o destino dos times é o Instituto Mineiro de Escolinhas de Futebol (Imef) onde Flamengo, Palmeiras e Vasco da Gama se inscreveram para a disputa. O ruim que é uma competição onerosa, os times de bairro não tem condições financeiras sequer de pagar a inscrição e ainda há viagens por todo o Estado. Outra saída é a Taça Pará de Minas, também com inscrição onerosa, mas com viagens curtas. Aquelas equipes que não cobram dos garotos, a opção é fechar as portas, o caso de Jusa Fonseca, River Plate, PEC, Associação Atlética Danilo Passos, Estrela de Minas e Ferroviário que estiveram no arbitral.

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