sexta-feira, 23 de Setembro de 2011 18:49h Atualizado em 24 de Setembro de 2011 às 07:55h. Sarah Rodrigues

Esporte muda a rotina de jovens do bairro Candidés

Judô ensina disciplina e respeito ao próximo

Crianças e adolescentes ,de 6 até 15 anos ,do bairro Candidés participam de um projeto social que envolve o Judô.A ação desenvolvida pela secretaria de Esporte e Lazer (Sel), o “Shiran” Marçal Perácio Braga e a escola Municipal Sidney José de Oliveira apresenta ótimos resultados.O instrutor dos alunos é o judoca faixa preta, José Maria Rodrigues Junior, ou Jacaré como é mais conhecido, que ensina todas as técnicas do esporte aos alunos.


Segundo o judoca ,o projeto começou há cinco anos, com a parceria. Ele explicou que a região era muito carente em atividades esportivas, por isso o projeto foi desenvolvido no bairro Candidés. “O Shiran entrou em contato com a Sel, com a escola Municipal Sidney José de Oliveira, que fica no bairro. Ele já tinha os tatames, que é o necessário para se praticar judô, com isso ele conseguiu o local e iniciou o projeto” revelou.


Há cerca de 2 anos o judoca foi convidado por Marçal para ser o instrutor no bairro.Como é estudante de educação física, ele se tornou estagiário da Sel.


Jacaré enfatizou que mesmo o projeto ocorre em parceria com a escola o projeto favorece a toda a comunidade e jovens que não estejam na escola também podem participar.“O projeto é da comunidade, todas as crianças que queiram praticar, podem é aberto.Eles são isentos de qualquer tipo de inscrição.Para participar o candidato somente precisa ter uma boa disciplina, um bom rendimento na escola”.


A rotatividade no projeto é grande, mas segundo o instrutor a média é de 20 alunos por aula. Alguns acompanham o projeto desde o início existem alunos que já são graduados com faixas verdes, laranja entre outras.


As aulas ocorrem às quartas feiras as 16h, às quintas 7h30 da manhã e as 15h30.“Não necessariamente os atletas precisam ser alunos da escola. O projeto é da comunidade, com a escola nós temos uma parceria, pois eles emprestam o local para as práticas e para guardar o material”, contou.

 

 

DISCIPLINA


O estagiário disse que para ser um atleta é preciso ter disciplina, a ultima palavra é do professor e os alunos precisam ter respeito uns pelos outros e às regras necessárias para a pratica do esporte. “A turma que faz judô, é uma turma selecionada, não admito alunos que fazem bagunça, as aulas são regradas, o pessoal tem que obedecer as regras, as normas do judô”.


O atleta contou sobre os alunos que começaram a praticar judô,melhoram seus comportamentos na escola e respeitam mais às pessoas ao seu redor.


União é a palavra de ordem da turma instruída pelo judoca, em todas as aulas os alunos unidos buscam as placas para montarem o tatame, pois aprenderam a trabalhar em equipe. “Quando a gente entrou lá era na base da selvageria, até por falta de informação, de ter alguma atividade para trabalhar com eles, não entendiam bem como trabalhar esta parte. Agora eles estão se adaptando, aprendendo a se socializar uns com os outros, a união”, relatou o judoca.

 

CAMPEONATOS


Judoca há muitos anos, Jacaré sempre incentiva seus alunos a disputarem campeonatos. Como ele possui o Centro de Artes Marciais Jacaré no bairro Quintino, na cidade de Araújos e Perdigão e o Marçal tem academia também, eles se unem e fazem torneios internos entre as academias. “Como eu prezo muito, faço questão que os meninos, do projeto também entrem, como uma forma de incentivar, até de ganhar uma medalha por que eles gostam muito e também para divulgar o esporte entre eles”.


Os alunos do projeto são isentos de qualquer taxa, mesmo nos campeonatos entre as academias, Jacaré faz questão de que participem, para interagirem com os outros grupos. O instrutor destacou que no último torneio que disputaram na cidade de Araújos, os atletas lutaram de igual para igual com os outros competidores. “Os meninos do projeto não pagam nada de ônibus, de transporte, de inscrição de torneio, eles são isentos de tudo. Nós os levamos e eles ficam muito empolgados”.


O que falta para que as aulas sejam mais empolgantes são uniformes, nos campeonatos o instrutor precisa levar vários. Por isso ele pede que se alguém quiser ajudar doando algum, mesmo que seja usado ou de outras modalidades. “A única coisa que a gente ainda não conseguiu e estamos buscando, atrás de algum tipo de patrocínio é o uniforme. Quando tem torneio, eu levo os uniformes que tenho em casa e distribuo entre os alunos, um menino termina de lutar, passa para o outro e assim por diante”.


Caso alguém tenha interesse em contribuir com uniformes, basta ligar para o telefone 9186-9737. Podem ser uniformes de Taekwondo, Karatê e similares. “Só de ter um uniforme simbolizando, eles já ficam satisfeitos. A doação pode ser de qualquer tipo”, disse o instrutor.

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