segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015 11:55h Atualizado em 9 de Fevereiro de 2015 às 12:00h. Site oficial da CBF

Eu joguei na Seleção: Dirceu Lopes, craque que por pouco não jogou Copa do Mundo

Disputar vaga com jogadores do nível de Pelé, Jairzinho, Rivelino, Gérson, Paulo César Caju e tantos outros craques não deve ser nada fácil

Gênio da bola como todos esses citados, Dirceu Lopes talvez tenha ficado de fora da Copa do Mundo de 1970 justamente pelo tamanho da concorrência. Mesmo assim, sua trajetória na Seleção Brasileira impõe muito respeito. Entre 1967 e 1975, o meia disputou 19 partidas, venceu 12, empatou seis e perdeu apenas uma. Foram quatro gols marcados e o título da Copa Rio Branco de 1967.

Natural de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, Dirceu Lopes era chamado de Príncipe do Futebol. A alcunha era mais do que merecida. Passou a maior parte da carreira defendendo o Cruzeiro, por onde fez quase 600 partidas e marcou 224 gols. Pelo clube mineiro, o meia foi pentacampeão mineiro entre 1965 e 1969, campeão da Taça Brasil em 1966, tetracampeão mineiro entre 1972 e 1975, campeão brasileiro em 1966 e da Taça Libertadores em 1976.

Com 1,62m, o baixinho Dirceu Lopes era conhecido pela velocidade, habilidade e precisão nos chutes - batia muito bem na bola com as duas pernas. Ao lado de Tostão, formou uma das duplas de maior sucesso do futebol brasileiro. Antes de encerrar a carreira, ainda jogou pelo Fluminense e pelo Uberlândia, mas foi a história escrita com a camisa do Cruzeiro que mais marcou sua trajetória.

Seu último jogo pela Seleção Brasileira foi em 1975, justamente em um clássico contra a Argentina. Na ocasião, Nelinho marcou os dois gols do Brasil. Aposentado do futebol desde 1980, Dirceu Lopes, atualmente com 68 anos, voltou a morar em Pedro Leopoldo, sua cidade natal.

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