segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014 05:34h

FIFA, COL e Governo destacam legado na área de saúde

Representantes da FIFA, do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA 2014 e do Governo brasileiro se reuniram em São Paulo, no dia 15 de fevereiro, para apresentar assuntos médicos relacionados à Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.

Incluindo tópicos como serviços de emergência nos estádio, saúde dos torcedores, visitantes e times; clima e calor, avaliação médica dos jogadores antes da competição, controle antidoping durante a Copa do Mundo e o 11 pela Saúde da FIFA, programa que será implementado nas 12 sedes da Copa do Mundo.

O Diretor Médico da FIFA, Prof. Jiri Dvorak, o Coordenador Médico Geral do COL, Luis Fernando Correia, o Coordenador do programa 11 pela Saúde no Brasil, Dr. Edilson Thiele, e o ministro da Saúde, Ademar Arthur Chioro dos Reis, destacaram os legados da área de saúde impulsionados com a realização da Copa do Mundo da FIFA 2014.

O FIFA.com traz os principais trechos da entrevista coletiva realizada em São Paulo:

Diretor Médico da FIFA, Prof. Jiri Dvorak:
“Nossa estratégia antidoping está focada na educação e prevenção e já foi implementada na Copa das Confederações da FIFA. Em relação aos testes, os jogadores devem fornecer amostras de sangue e urina como parte da nova estratégia de combate ao doping, que consiste na criação do perfil biológico do atleta. Todos os jogadores que participarão da Copa do Mundo da FIFA no Brasil podem ser testados pelo menos uma vez em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo a partir de agora”.

“Com relação à discussão sobre as altas temperaturas em algumas regiões do Brasil durante a competição, todas as nossas decisões são baseadas em dados científicos. Fizemos teste no verão, na Turquia, quando medimos a temperatura dos jogadores em situação de jogo, e publicamos esse estudo na revista “Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports”. Não considero as condições no Brasil tão desafiadoras como tem se reportado. Podemos indicar pausas adicionais para hidratação e uso de toalha geladas para os jogadores, mas esta é uma decisão médica que será tomada caso a caso, antes das partidas, pelo nossa equipe médica. Estamos muito bem preparados e fazemos de tudo para proteger a saúde dos jogadores”.

“Estamos felizes com o apoio do governo brasileiro pelo programa 11 pela Saúde e temos certeza de que ele será também um legado da Copa do Mundo da FIFA para o país. O futebol tem uma força enorme. Um médico falando a uma criança é uma coisa, mas, quando Messi ou Neymar passam uma simples mensagens de saúde, o impacto é enorme”.

Coordenador Médico Geral do COL, Luis Fernando Correia
“O Comitê Organizador Local tem como missão atender o público e delegações dentro do estádio e nos centros de treinamento. O serviço é privado, mas totalmente integrado com as autoridades públicas de saúde. Criamos uma bolsa de atendimento médico padronizada para as equipes de socorristas, que contém um desfibrilador externo automático, um equipamento que pode salvar vidas dentro do campo. Gostaríamos muito de deixar esse padrão para o uso nos estádios brasileiros após a Copa do Mundo da FIFA”.

Coordenador do programa 11 pela Saúde no Brasil, Dr. Edilson Thiele
“O 11 pela Saúde é um dos grandes legados da Copa do Mundo da FIFA no Brasil. E um projeto usando o futebol como motor para a saúde pode fazer uma grande diferença no nosso país. Começamos o projeto no Brasil com 450 crianças de 15 escolas públicas, em Curitiba. Elas recebem informações e participam de atividades para promoção de uma vida saudável, praticando esportes, e para prevenção de doenças. A ideia é quem em 2015 dois milhões de crianças completem esse programa mundialmente. Contamos com a ajuda das autoridades brasileiras, do Ministro da Saúde, para expandirmos o programa no nosso país”.

Ministro da Saúde, Ademar Arthur Chioro dos Reis
“Implementamos um conjunto de ações, tanto na vigilância sanitária quanto no atendimento público e privado para a Copa do Mundo da FIFA, criamos 13 centros integrados de operação conjunta, cujo modelo já foi testado com sucesso na Copa das Confederações da FIFA. É importante salientar que os eventos esportivos não alteram a rotina de atendimento. Apenas de 1% a 2% do público dos jogos necessita de atendimento médico e destes menos de 0,5% tem necessidade de deslocamento para uma unidade de saúde. Além dos legados materiais, que são basicamente o aprimoramento da infraestrutura e organização dos serviços, teremos também o legado imaterial, programas e campanhas de saúde voltados para promoção e proteção da saúde, como o site Saúde do Viajante, o aplicativo Saúde na Copa 2014 e a campanha Proteja o Gol, para prevenção do HIV”.

“O 11 pela Saúde tem tudo a ver com a nossa realidade. Um programa que trabalha com a conscientização e mudança de estilo de vida e que se articula com o nosso programa Saúde na Escola. Juntamente com a FIFA, faremos mais um gol na promoção da saúde”.

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