terça-feira, 8 de Abril de 2014 05:12h

Final do Mineiro foi só uma prévia para jogos da Libertadores

Ao Cruzeiro, basta não levar gols para se sagrar campeão do Mineiro 2014.

Por isso, o técnico Marcelo Oliveira gostou do empate por 0 a 0 no Independência, no primeiro jogo da decisão do Estadual. O Atlético aperta a tecla pause no Campeonato Mineiro e volta a se concentrar na Copa Libertadores da América. Apesar de já estar garantido nas oitavas de final do torneio continental, o alvinegro precisa vencer o Zamora-VEN, nesta quinta-feira, no Independência, para se garantir no primeiro do grupo e em uma melhor posição na classificação geral. O time tem a quinta melhor campanha. Se conseguir terminar em quarto terá o direito de decidir a vaga em casa pelo menos até a fase semifinal (caso avance).
O comandante celeste gostou do empate. "Acho que foi um ótimo resultado, diante das circunstâncias do campeonato. Temos a possibilidade de ser campeões invictos, se não levarmos gol. Mas a gente vai sempre com aquele apetite, com aquela vontade de ganhar o jogo, que seria mais brilhante ainda, coroaria e valorizaria o trabalho feito no Campeonato Mineiro", projetou o técnico para a partida de volta, no próximo domingo (13).
Para o treinador, o clássico foi equilibrado, de muita competição e o Cruzeiro procurou jogar com inteligência. Marcelo lembrou das duas principais oportunidades criadas pelas duas equipes durante o jogo: o Cruzeiro com Ricardo Goulart e Willian, e o Atlético com Marion e Tardelli. "Procuramos atacar, voltamos para o segundo tempo ainda com uma boa posse, jogando bem. Depois, o Atlético estava apertando muito e trocamos (substituição do meia Ricardo Goulart pelo volante Nilton), fizemos um meio campo mais forte, tivemos a possibilidade de um, dois contra-ataques que não foram aproveitados", analisou o técnico Marcelo Oliveira.

ATLETICO
A meta alvinegra passa pelo ataque. Ao contrário do que ocorreu na Libertadores de 2013, o Atlético mostra-se um time econômico na hora de balançar as redes. São apenas sete gols marcados nas cinco partidas disputadas até agora, média de 1,4 por partida. No mesmo número de jogos de 2013 o ataque atleticano fez 16, média superior a três por confronto.

Dos homens de frente, apenas o centroavante Jô tem se destacado nesta temporada. Ele marcou três dos sete gols do time na Libertadores. Os outros foram feitos por Neto Berola, Josué, Ronaldinho Gaúcho e Guilherme.

O atacante Diego Tardelli, peça fundamental na conquista de 2013, ainda busca o primeiro gol na Libertadores deste ano. No clássico contra o Cruzeiro, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro, o jogador desperdiçou uma chance incrível. Ele não marca desde dois de fevereiro, quando fez dois gols diante do América-MG. “A bola veio quicando, eu peguei ela, estava confiante, não sei o que aconteceu, fiquei triste, mas acontece", explicou.

O técnico Paulo Autuori pode ter o retorno de peças importantes para o setor ofensivo. Ronaldinho Gaúcho e Fernandinho estão em tratamento e podem ser liberados pelo departamento médico. Neto Berola, que cumpriu suspensão automática diante do Cruzeiro, também ficará à disposição do treinador.

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