quinta-feira, 9 de Julho de 2015 11:16h Atualizado em 9 de Julho de 2015 às 11:18h. Luciano Eurides

Flamengo é tricampeão na Imef

O Flamengo de Divinópolis é o campeão juvenil (98/99) da Super Copa Imef, repetindo o fato de 2014, quando foi campeão com o 97/98 nos dois semestres, ou seja, Super Copa e Campeonato Mineiro

Este ano, abriu o semestre com título ao vencer o Programa Esportivo Candelária (PEC) nas cobranças de pênaltis. A partida final foi realizada no sábado (4), no Estádio Waldemar Teixeira de Faria.
A história da equipe é longa, e devo começar pelo treinador, o tetracampeão Alessandro Soares. Ele viveu situação parecida em 2013, quando treinador da categoria 96 do Palmeiras se tornou campeão da Imef – sendo a partida final contra o Vasco da Gama, ou seja, um clássico da cidade de Divinópolis. O tempo fez bem ao técnico, em 2014 dois títulos da Imef, no primeiro e segundo semestre, em 2015 o resultado da experiência. Com um time bastante vivido em competições importantes, reforçado pelos 99 (campeões da Imef infantil no ano de 2014), a montagem do elenco já era uma equipe vencedora.
O adversário na final foi o mais difícil que todos estes garotos encontraram nas competições. O PEC é uma equipe bem montada, com base no Palmeiras, onde muitos atletas também conquistaram títulos importantes, somado a uma esperança muito grande diante de ser a estreia deles em competição estadual. Motivado, o time do bairro Candelária assimilou a rivalidade e, mais motivado, fez da partida um clássico no qual a todo o momento algo poderia acontecer.
O jogo estava desenhado para o imprevisto. Desde os primeiros movimentos na bola, o PEC se mostrou melhor em campo. Com 20 minutos de jogo, o erro de marcação do Flamengo. A bola nos pés de João Vitor deram a ele tempo para pensar, erro fatal. Ele dominou e chutou cruzado, a bola passou entre Jonas, Luís e o goleiro Júlio César e entrou no cantinho, fazendo 1 a 0 para o PEC. Este resultado prevaleceu durante todo o primeiro tempo.
Na segunda etapa, o PEC continuou melhor no jogo, estava em campo e mais composto. Já o Flamengo tentava de um lado e do outro, não encontrava espaços, o treinador Alessandro então começou as modificações, total de sete somente no segundo tempo. A mais decisiva foi a colocação do time para frente, transformou os laterais em alas, instituiu três zagueiros e ainda manteve em campo ao mesmo tempo João Pedro, Bernardo, Jonas, Luquinhas, Thales e Mateus. Este último foi protagonista da mudança, também fatal.
O único erro da equipe do PEC foi também crucial. Em um lance ultrapassado na área do PEC, o atacante flamenguista e o zagueiro do PEC se desentenderam e trocaram chutes. O árbitro expulsou Mateus e Lucas, respectivamente Flamengo e PEC. Com um jogador a menos em campo, nasceu a falha do time do bairro Candelária. Depois desse episódio, os atletas se desordenaram na marcação. O que estava organizado, já não estava mais. Houve a indefinição na bola jogada na área do PEC. Todos fecharam em Jonas e ele com muita inteligência deixou para Thales no meio da área fuzilar o gol e comemorar.
O empate levou a decisão para os pênaltis, aqui começou um novo capítulo. Este teve início no intervalo do jogo, quando houve a substituição do goleiro Julio César por Rafhael. Algo combinado e com um sabor histórico, pois Vitinho (especialista em decisão por pênaltis) estava no banco de reservas – o atleta se recupera de uma cirurgia no joelho. Para o PEC o sentimento já era de vitória, pois nada mais apagaria a bela campanha realizada na competição. Naquele momento, havia a mistura de emoção, cansaço, frieza, mas certamente de missão cumprida.
O nome da decisão foi Rafhael. Ele defendeu logo a primeira cobrança executada por Lucas Davi, ainda a terceira cobrança feita por João Vitor, garantindo o placar de 4 a 3 para o Flamengo. Os Rubro-negros que converteram as penalidades foram Thales, Jonas, Felipinho e Bernardo.
O treinador Alessandro Soares comemorou o tetracampeonato dele, mas já pensa em entrar de vez para a história da Imef, vencendo também o segundo semestre. “Tinha falado que enfrentaria uma equipe conhecida e sendo um clássico e isso valoriza o esporte da cidade e mostra que temos duas equipes de qualidade. Graças a Deus, conseguimos a superação, sofremos os gols e tive de fazer as substituições. Fui ousado, meu time foi para cima deles quando percebi que o treinador deles tirou um atacante e recuou o time. Deu certo e vencemos nos pênaltis”, confessou.
O treinador ainda espera uma reunião para definir se a equipe joga o segundo semestre. “Existe a possibilidade do Guarani manter o trabalho no segundo semestre, então requer reuniões internas, mas espero que ela continue no Mendes Mourão e se vencermos o segundo semestre para entrar de vez na história da Imef, coroa o trabalho bem feito e ainda prepara o 2000 para o próximo ano”, destacou.
O goleiro Rafhael, herói do título com muita lucidez, comentou a frieza para defender as cobranças de pênaltis. “Estava preparado, treinei no meio da semana, teve até aposta e consciente. Pensamos e o Julio entrou jogando para eu ficar caso houvesse pênaltis e estávamos revezando e trabalhamos isso. Ano passado conseguimos dois títulos com os 97, esse ano com maioria 98 conseguimos o título que estava engasgado, pois muitas vezes chegamos e batíamos na trave, acontecia de tudo, ganhamos do América e perdemos outros jogos. Podemos chegar a quatro títulos e isso é muito bom, quem sabe”, falou.
O troféu de campeão foi entregue pelo presidente do Guarani, Gilson Morais, ao capitão que terminou o jogo, o goleiro Rafhael Pereira, e a Felipe Alexandre que iniciou o jogo como capitão. Ainda Felipe Alexandre o destaque da final.
Já o goleiro destaque foi uma decisão de Rafhael e Júlio César. Ambos foram decisivos, pois Júlio levou o time a final, Rafhael ao título. Não houve dúvida: Vitinho recebeu o prêmio. O goleiro Vitinho é um exemplo para os dois, isso é se destacar no futebol. O estar ao lado dos companheiros mesmo após a contusão, não abandonou a missão, isso foi uma decisão dos goleiros que viram nele algo muito especial, e logicamente o levou a se emocionar. Algo antes não enxergado em campo, pois a frieza daquele defensor de pênaltis foi quebrada, mesmo que por um minuto.
O Flamengo jogou com: Júlio Cesar (Rafhael), Lucas Gago (Guigui), Pablo (Michael), Luis, Ruan (João Pedro), Felipinho, Felipe Alexandre (Bernardo), Jonas, Luquinha, Felipe Araújo (Thales) e Mateus. Técnico: Alessandro Soares.

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