terça-feira, 6 de Março de 2012 08:41h Atualizado em 6 de Março de 2012 às 09:38h.

Galo assume a liderança do Mineiro

Desde os 39 minutos do primeiro tempo, o Atlético  teve um jogador a mais em campo. Mas a superioridade numérica só foi útil na reta final do clássico contra o América. Com gols aos 35 e 39 minutos do segundo tempo, o Galo venceu por 2 a 1 e é líder isolado do Campeonato Mineiro, sendo o único invicto do torneio.
Mesmo com o cartão vermelho recebido por Leandro Ferreira, o Coelho teve eficiência para se reajustar taticamente e até desequilibrar o igualado confronto na quente tarde de domingo em Sete Lagoas. Aos dez minutos do segundo tempo, o veterano Fábio Junior aproveitou-se de uma saída errada do goleiro Renan Ribeiro. O Alvinegro, porém, manteve-se com 100% de aproveitamento ao marcar com Guilherme e Marcos Rocha.
O Galo atingiu os 15 pontos na competição, derrubando o Coelho para a terceira posição, perdendo nos critérios de desempate para o Cruzeiro, que tem os mesmos 12 pontos dos americanos. O Galo volta a atuar no Estadual no sábado, contra o Nacional, na Arena do Jacaré, assim.
Após a partida o treinador do Galo valorizou o grupo. “Tem que se valorizar o lado coração, alma, que às vezes é tão importante quanto o jogo bem jogado”, afirmou.O resultado positivo, o quinto consecutivo na competição, deixou o Galo na liderança isolada do Estadual. “É valorizar muito essa vitória, da forma com que ocorreu, a entrega, até o ultimo momento buscando o gol. O próprio Marcos Rocha, que havia errado dois cruzamentos seguidos teve personalidade, participou do primeiro gol e fez o segundo. Então, a gente tem que comemorar essa liderança isolada que hoje obtivemos”, analisou e acrescentou. “Vencemos com uma parte importante do futebol que é a alma. Time que não tem alma não ganha, ganha jogo, mas não ganha título. E eles tiveram a alma de buscar o jogo até o final, com o empurrão da torcida, e poderíamos até ter feito o terceiro gol”, completou Cuca.
O técnico Givanildo Oliveira fez uma análise fria e coerente da atuação do América no clássico de hoje, na Arena do Jacaré. Givanildo reconheceu que o time não esteve bem no início, mas conseguiu equilibrar a partida e passou a criar chances até abrir o placar. Porém, o forte calor e a expulsão do volante Leandro Ferreira levaram a equipe à exaustão, o que foi determinante para a derrota.  "Teve uma expulsão do Moisés, contra a Caldense, que foi correta. E eu disse isso aos jogadores. Mas a do Kaká, contra o Villa, foi uma vergonha, e hoje também foi um lance normal em que o árbitro errou. Uma expulsão que não foi leal, de jeito nenhum. Ele não tinha o amarelo. Não foi uma coisa acintosa, desleal. Poucas vezes nessas cinco rodadas, eu falei de juiz, mas chega uma hora que não dá para aguentar. Não tem motivo para a expulsão”.
Givanildo destacou que o pouco espaço de tempo entre um jogo e outro acentuou o cansaço. “Você vem de um jogo de 10h da noite no meio da semana, vai dormir 2 ou 3 da manhã, até chegar em casa. Esse jogo foi aqui na Arena. Daí você chega na quinta-feira meio baqueado, é sexta-feira e daqui a pouco tem outro jogo às 4h da tarde, numa temperatura de 35º. Com menos um, é complicado. Acho que essa parte influenciou bastante no resultado”.
O Atlético estreia na Copa do Brasil visitando o Cene, dia 14/03, no Mato Grosso do Sul e o América o Boavista no São Januário, no dia 07/03. O Coelho joga pelo Mineiro diante do xará de Teófilo Otoni no sábado.

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