terça-feira, 12 de Março de 2013 06:18h Atualizado em 12 de Março de 2013 às 06:34h.

Galo está nas altura

A delegação atleticana seguiu para La Paz no último sábado (09) para enfrentar o The Strongest, quarta-feira, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Copa Bridgestone Libertadores.

O técnico Cuca comandou, no final da tarde deste domingo (10), no estádio do Bolívar, o primeiro treinamento do Atlético em La Paz, na Bolívia. O time está na capital boliviana para enfrentar o The Strongest, pela 4ª rodada do Grupo 3 da Copa Bridgestone Libertadores da América.
A atividade começou com um aquecimento com bola, e os jogadores divididos em quatro grupos. Em seguida, o treinador atleticano orientou um coletivo em campo reduzido para que os atletas já se acostumem com a velocidade da bola. O atacante Diego Tardelli destacou o respeito do Atlético para com o time boliviano. “Respeitamos muito a equipe do The Strongest, principalmente pelos dois jogos que eles fizeram no Brasil”, ressaltou o goleador.
Perguntado sobre a questão da altitude, Tardelli afirmou que o grupo deve apresentar evolução nesse aspecto até o dia da partida. “A tendência é que agente vá se acostumando e, no dia do jogo, tenha menos dificuldade”, comentou o artilheiro.
A partida contra a equipe boliviana será realizada às 22h da próxima quarta-feira (13), no estádio Hernando Siles. O Atlético é líder isolado do Grupo 3, com novos pontos em três jogos, cinco pontos à frente do segundo colocado.
A delegação atleticana seguiu para La Paz no último sábado (09) para enfrentar o The Strongest, quarta-feira, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Copa Bridgestone Libertadores. A antecedência de cinco dias na viagem é explicada pelo preparador físico Carlinhos Neves, que destaca a necessidade de adaptação dos atletas aos efeitos da altitude. “Viajamos antecipadamente para aclimatar os jogadores. Eles vão perceber o desconforto, uns mais e outros menos, e, na medida em que os dias forem passando, vão se acostumando a isso. Ou seja, a antecedência na viagem é para que cada organismo, dentro das suas características e capacidades individuais, tenha seu tempo de adaptação”, informou Carlinhos Neves.
Outra razão apontada pelo preparador físico para a antecipação da ida à Bolívia é a possibilidade de avaliação do desempenho dos atletas por parte do treinador. “Esse é outro aspecto importante da viagem com antecedência. Cada organismo reage de forma particular e o Cuca vai poder perceber os atletas que podem sentir mais ou menos esses efeitos causados pela altitude. Por isso estamos viajando com 22 jogadores”, observou.
Segundo Carlinhos Neves, a fórmula adotada representa um meio termo entre a acomodação, que é a chegada ao local em cima da hora do jogo, e a adaptação, que só se consegue com duas ou três semanas, tempo que o calendário não permite. “Optamos por esses quatro, cinco dias, em que, num primeiro momento, os jogadores vão passar por um processo de desconforto. No primeiro dia, vamos treinar com menos intensidade. No segundo, com mais intensidade e, no terceiro, será desenvolvido aquele último jogo de preparação. A idéia é que os jogadores já tenham uma percepção do desconforto”, explicou. “Eles vão compreender o que está acontecendo com o organismo deles. No aspecto técnico e tático, a adaptação também é muito importante porque o ar é rarefeito e isso influi na velocidade da bola, seja nos chutes ou nos cruzamentos, enfim, para que tenham uma noção do que vai ocorrer durante a partida”, concluiu Carlinhos.

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