sexta-feira, 24 de Abril de 2015 10:13h Atualizado em 24 de Abril de 2015 às 10:14h.

Galo faz do jogo contra o Colo-Colo um teste cardíaco

Já virou rotina no Atlético. Desde a Libertadores de 2013, passando pela Copa do Brasil de 2014, o clube tem acumulado classificações heroicas

A última aconteceu novamente pela competição continental.
Na última quarta-feira, precisando vencer o Colo-Colo por dois gols de diferença, o time mineiro chegou a perder um pênalti, mas contou com um golaço de Rafael Carioca, já aos 35 minutos do segundo tempo, para vencer por 2 a 0 e garantir vaga nas oitavas de final. “Vamos com confiança. Vamos competir com esse brio que vocês viram hoje [quarta] e nossa possibilidade de passar é boa. Temos condição de chegar à final, temos poderio técnico para isso. Existem três ou quatro times com maior favoritismo nesse momento, mas na hora decisiva o Atlético tem os componentes, que são a torcida e a vibração do jogo. A vontade de competir te alimenta para a vitória", declarou o técnico Levir Culpi.
A vitória deu um desfecho que parecia improvável no início de campanha do Atlético. A equipe largou com duas derrotas nos primeiros dois jogos e precisou se recuperar para avançar. “Ficamos 529 minutos desclassificados e onze classificados. Isso é uma coisa só do Atlético", resumiu Levir.
O treinador não escondeu a emoção com o golaço de Rafael Carioca e voltou a demonstrar todo seu carinho pelo Galo. “Foi um chute espetacular do Rafael, em um momento mágico do jogo. Fiquei muito feliz e emocionado, é isso que não deixa a gente parar.”
O próprio volante autor do gol celebrou bastante o feito e a classificação atleticana. “Estou muito feliz porque a gente não vinha bem na competição e o gol foi para os meus companheiros. Trabalhamos duro a semana toda, com uma pressão muito forte em cima da gente. Estou muito feliz pelo gol e pela vitória”, afirmou.
O meia-atacante Guilherme foi do inferno ao céu. Quando a partida estava 1 a 0, ele mandou na trave a cobrança de pênalti, desperdiçando a oportunidade de fazer o resultado que a equipe precisava para avançar.
Mesmo assim, Guilherme não desanimou e, com o apoio da torcida que gritou seu nome, o Atlético continuou em cima. Em um lance despretensioso, quando a bola ia saindo pela linha de fundo, mas bateu na bandeirinha de escanteio e voltou para o campo, o meia-atacante acreditou na jogada.
Foi dele o passe para Rafael Carioca, que soltou um torpedo de fora da área e entrou no ângulo. “Somos profissionais, estamos sujeitos a esse tipo de situação, ao acerto ou ao erro. Eu errei, o goleiro defendeu, mas o mais importante é o equilíbrio mental que você tem que ter porque restavam dez, 15, 20 minutos e o time precisa de mim. Acho que foi graças a esse equilíbrio que tive a felicidade de encontrar o Rafael [Carioca] no momento em que todos esperavam que eu mandasse para a área. Então, a gente tem que ser forte nesses momentos”, declarou.
No entanto, Guilherme ressaltou que, se o gol não saísse e o Atlético fosse eliminado, ele poderia ser responsabilizado pela desclassificação e de nada adiantariam as suas explicações pós-jogo. Por isso, o passe para Rafael Carioca foi comemorado como nunca pelo jogador. “Seria muito mais difícil explicar isso se a gente não tivesse feito o gol. Graças a Deus eu livrei a minha barra”, disse, já em tom de descontração.
Assim como previu o goleiro Victor, o raio caiu pela quinta vez no mesmo lugar, repetindo as vitórias heroicas sobre Newell's Old Boys e Olimpia, na campanha do título da Libertadores de 2013, e diante de Corinthians e Flamengo, na conquista da Copa do Brasil do ano passado. Sobre os constantes sofrimentos para conseguir o resultado que precisa, Guilherme ressaltou que o torcedor alvinegro passa por um teste do coração a cada decisão.
“Não é algo que a gente quer. Acredito que, pelo menos uma vez no ano, todas as pessoas devem fazer um exame cardiológico, mas parece que o torcedor atleticano todo mês faz um. Tem sido assim, conseguimos, mas não pode esperar que seja sempre desta forma. Porém, se continuar acontecendo assim e a vitória vier, tudo bem”, finalizou Guilherme.

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